quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

UM NOVO BLOG SOBRE NAVIOS

Com o intuito de mostrar alguns artigos sobre a temática da navegação maritima, decidi criar um novo blog que separe os temas de que tenho predilecção. Assim, depois de ÁGUA DE PENA - com temas relacionados com Machico, COLLECTING TAP - a navegação aérea em destaque, bem como o coleccionismo sempre presente em todos os blogs da minha autoria, o presente LOO ROCK - dedicado à Madeira, surge agora CAIS REGIONAL - com muitas fotos sobre navios e o mar.

Welcome aboard!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"INDEPENDÊNCIA" EM LISBOA




Fotos CAM
O catamarã "Independência" chegou a Lisboa! Vindo do Funchal, após ter sido vendido a uma empresa de Setúbal, o navio que durante décadas fez a rota Funchal-Porto Santo muda de rumo. Esta manhã ainda conservava o registo do Funchal, FN-233-TL bem como as cores da Região, seguindo agora para restauro em direcção ao estaleiro no Seixal, após o que rumará ao Sado.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

NAVIO LAKONIA - 45 ANOS DEPOIS



Le bateau a brulé tout la nuit. a L'aube il ne reste plus que quelques hommes terrifiés
Nesta foto da revista francesa Paris-Match, pode ver-se um passageiro na escada do navio, tentando atirar-se à água. Situação de desespero que levaram muitas vítimas a situações dramáticas.

45 years before - The ship Lakonia (Greek Line)
A Day to remember at Madeira Island
Faz hoje 45 anos! Era véspera de Natal, quando as sirenes dos bombeiros dispararam sem cessar! Pelas ruas do Funchal, a noticia espalhava-se de boca em boca. O Lakonia estava a afundar-se... Com os ecos do desastre, os madeirenses solidarizaram-se com o acontecimento daquele que durante duas décadas seria o maior desastre que atingia a Madeira. Só comparado ao desastre do avião da TAP duas décadas depois. Muitos anos depois contactei alguns sobreviventes deste naufrágio. A lista de passageiros é ainda hoje dificil de obter, após vários contactos com os EUA, e por ter amigos a bordo. Foi dramática a cena de pessoas que chegaram ao ponto de querer atirar-se ao mar, no cais da cidade, em desespero e por quererem de todas as maneiras possíveis chegar perto dos passageiros. Nem todos estariam em trânsito no cruzeiro, haviam excepções de turistas que escolheram a quadra natalícia para ficarem a época de Inverno na Ilha.

sábado, 20 de dezembro de 2008

MERRY CHRISTMAS, MR. LAWRENCE

ENTARDECER JUNTO A LOO ROCK E A PONTINHA - FOTO CAM

Nostálgico o entardecer com uma restia de Sol no horizonte, onvindo Merry Christmas, Mr Lawrence e o génio de Ryuichi Sakamoto. Imperdível para quem gosta de música...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

L' ETOILE FILANTE

A ESTRELA DA MANHÃ
OU
STELLA MATUTINA
Teria os meus cinco anos quando recebi de presente "Les Contes de l'Etoile Filante, des Compagnons de Notre Dame de l' Etoile, com texto e ilustrações maravilhosas de Marylis. Ainda o tenho com muito carinho ao longo de quase meio século. Quando o folheio revejo a história vezes sem conta, mas também me revejo com 5 anos maravilhado com as belissimas aguarelas que o ilustram. Nesta época natalícia é sem dúvida um belo presente de Natal para miudos e graudos. Descubram-no talvez na Livraria Esperança e irão conservá-lo para sempre.


OSAKA

OSAKA? Tadinho!...

Não quero saber de nada!
Que me interessa Monsier Lapin
No Parlamento, de Big-Ben ?
Se o poeta Alegre se exilou em Águeda,
se o José Trocas foi passar o Natal a Vilar de Maçada?
Para mim não adianta nada!...
Se o Bush leva com um sapato na tola,
Marca Campeão Português,
Se o Sarkozy tem cara de santola?
Não quero saber de nada! Só quero ir para Osaka!...
Deixar o Jardim Gonçalves (ai se a D. Bernardete fosse viva?...)
governar-se com um salário mínimo nas Bahamas,
O Alberto João fazer um tratamento de fedigoses, pouco me interessa…
Se o Nasdaq se afundou? Não tenho acções em N.Y.,
Se a Fiat vai fechar? Não tenho carro dessa marca…
Eu só quero é ir para Osaka!

Não adianta berrares,
Dizendo que não te posso abandonar com uma ranchada de filhos,
Lembra-te do Caetano Veloso da Ilha do Fogo com 45 para sustentar…
Não! Não é seu Caetano da Bahia esse só canta pra não chorar!
Pensa na telenovela,
Em Osaka não tem baboseira brasileira.
E depois vou deixar de ver TV,
Desligar a SIC, a Euronews a BBC… quero lá saber!
Só quero ver a minha Yokushi,
Tenho tantas saudades dela!
Comer sushi todo o dia e sonhar em Osaka.

O qué? Não sabes onde fica Osaka? No Japão!... (nunca sabes nada!)
O quê? Só tem chineses? Em Osaka? Não acredito!
Mas tu chamas chinês
A tudo o que seja do Oriente…
O que eu quero mesmo é largar este quintal
que se chama Portugal
Amarrado ao vizinho do lado, sem futuro, danado.

Não adianta nada dizeres para ficar calado,
Que não sabes o que digo que despejei o Ballantines…
Só quero ir para Osaka, só penso nela,
Amanhã vou para à Portela
Compro uns pasteis de nata em Belém ,
Apanho um jacto da Japan Air directo a Kansai !
Quero lá saber da greve dos professores,
farto da Segurança Social
Dos chefes de aviário à nora,
o que eu quero é arejar a tola,
Descobrir a Yokushi a meu lado e tudo o resto é fado… em Osaka!
E dizes tu que estou “apanhado da bola”?
Sussuras-me ao ouvido baixinho :
- Osaka? Tadinho….

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DEIXEI MEU SAPATINHO...

Igualzinho a este...

PRESENTE DE PAPAI NOEL

Era véspera de Natal!
Noite dentro, pestana caída e eu ansiando o Pai Natal. Lá para os lados da cozinha, grande rebuliço. Seria o Pai Natal? É certo que deixei uma sandália velha junto ao fogão a lenha! Mas, seria o Pai Natal? Minha mãe cantarolava canções doces do Brasil. Penso que ainda diria Papai Noel e embalava modinhas à hora de dormir. Cecília disse em voz alta, mas sem abrir o jogo:
- Parece que ouvi barulho na cozinha! Será o Pai Natal? E eu sem saber o que fazer, sem ganhar coragem para averiguar a situação, esclarecer aquela angústia.
Então, levantei-me e fui espreitar… no velho fogão, junto à sandália velha estavam vários embrulhos! Seriam todos para mim? Mas eu era a única criança naquela casa, só eu tinha colocado um sapato na chaminé! Comecei a desembrulhar os presentes, um peluche, aquele enorme hidrovião inglês, o pijama estampado com bonecos e ursinhos, e aquela camioneta de folha que eu tinha visto numa banca do mercado. De cor bordeaux, quis logo experimentar, mas por ironia prendi um dedo numa das janelas. Nem sei como, nas começou a inchar e ninguém conseguia resolver a situação. Deitaram água com sabão, mas o dedo cada vez pior, e eu com a camioneta pendurada, desesperava com dores. Por fim, a minha mãe embrulhou-me num xaile e ao colo, fui a caminho da Cruz Vermelha. Do Pombal até lá não era muito, mas eu já pesava! Cecília numa aflição dizia para ter calma que o doutor já resolvia tudo. Subimos a escadaria do velho casarão! Na primeira sala a enfermeira Lurdes (amiga de muitos anos), agarrou numa tesoura, cortou com cuidado a janela de folha flandres, e o meu dedo ganhou vida. Depois foi o bom e o bonito, quando atiraram a camioneta para o balde do lixo. Um presente do Pai Natal!... Quero o meu carro! Quero o meu carro! E soluçando, enrolado no xaile a caminho da Rua do Pombal, lá fui eu triste com semelhante tragédia no dia de Natal.

Ainda consigo ouvir a minha mãe cantando baixinho ao meu ouvido, a velha canção de Papai Noel:

Deixei meu sapatinho, na janela do quintal.
Papai Noel deixou, meu presente de Natal.
Como é que Papai Noel, não se esquece de ninguém.
Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem.
Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem.

LIVRO "COMBOIO COM ASAS"

LANÇAMENTO DO LIVRO "COMBOIO COM ASAS"


Segundo informação do "Diário de Noticias" do Funchal de hoje, está agendado o lançamento do livro "Comboio com Asas" - uma antologia de 31 contos de uma selecção de António Fournier, para a próxima 3ª. feira dia 23, pelas 19 horas, na antiga Oficina da Estação Central do Pombal (início da Rua do Comboio).

Para o amigo António Fournier, votos de muito sucesso em mais este projecto englobado nas Comemorações dos 500 anos da Cidade do Funchal.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A MONTRA DA MAISON BLANCHE


Os Matchbox da Maison Blanche

Nesta altura do ano, os adultos evitavam certas ruas ou melhor certas montras na cidade. Sabiam que não havia paciência para o “berreiro” da criançada que na pior das hipóteses eram ameaçadas de uns tabefes ou umas palmadas bem assentes no traseiro.
A evitar? Bem a evitar mesmo eram o Bazar do Povo! Com a sua montra principal cheias das últimas novidades de comboios; palhaços que faziam malabarismos; pistas de carros de corrida Scarlex, os eternos peluches ou as bonecas mais inteligentes da época. Depois havia a Papelaria Condessa; a Papelaria do Colégio, ou a Maison Blanche e, para os mais pobrezinhos a Exposição Alemã, a Casa Talassa ou a banca do mercado. De todas, a Maison Blanche era a minha paixão! Ficava colado à montra, embasbacado com a imensidão de carrinhos da marca inglesa Matchbox. Por cima de cada caixa de cartão correspondia o modelo de determinada marca. Olhava para os Mercedes Cabriolet e, tinha imensa dificuldade em escolher o meu preferido. Os olhos brilhavam de encanto perante as ameaças dos crescidos, com constantes frases do tipo: - Vou deixar-te sozinho na rua…vou-me embora… ficas aqui e vem um velho e leva-te… etc., etc…
- Mas qual quê? Não adiantavam as chantagens, ameaças ou esconder-se nos recantos de outras lojas! O que eu queria era aquele carro! Aquele ali!? Não estás a ver? E apontávamos a montra estrategicamente colocada mais baixa para que as crianças pudessem ver “in loco” as últimas novidades da Europa rica e fazer tremer as carteiras das mamãs madeirenses que com todo o seu carinho tentavam devolver um pouco de sonho na figura do Pai Natal.
A minha pessoa, muita palmada levou à custa da montra da Maison Blanche, muito berreiro e lágrima gorda, mas aqueles Mercedes Cabriolet, valia a pena tanto esforço lá isso valia!...

sábado, 13 de dezembro de 2008

LIVRO SOBRE MAX RÖMER




Vida e obra de Max Römer em livro
A 17 de Dezembro próximo, será a data do lançamento do livro dedicado a este pintor alemão que residiu na Madeira no século passado, que pintou e deu a conhecer esta ilha como poucos. O ex-Liceu do Funchal será palco pelas 12 horas deste acontecimento, a quem os madeirenses se deviam associar. Congratulo-me com o trabalho desenvolvido pelos amigos Rui Camacho, (pesquisa fotográfica) e textos de Maria Teresa Brazão, Rui Carita e Eberhard Axel Wilhelm grande estudioso da causa madeirense. Neste blog, por várias vezes fiz referência ao pintor em pequenos artigos com imagens dos seus inúmeros trabalhos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A TV DA RUA DOS NETOS

Em meados dos anos 60’, para vermos televisão na Madeira só tínhamos duas opções: ou vivíamos perto do Santo da Serra, e conseguíamos “descobrir” algumas imagens no écran da televisão portuguesa) ou tínhamos a outra opção mais acessível na Costa Sul, da TVE-Canárias. A própria rádio era uma miragem! A Emissora Nacional chegava com alguns “engasgos” na transmissão, e para a grande maioria da população, restava a alternativa do Posto Emissor do Funchal, a "Emissora do Cambado" com os seus discos pedidos.

Teria os meus seis ou sete anos, quando comecei a ficar hipnotizado pela magia da televisão! Assim que me escapulia das aulas pelas cinco e meia da tarde, era uma correria até à Rua dos Netos, junto a um stand de automóveis da Ford, onde uma pequena loja de electrodomésticos tinha por costume exibir na sua montra, um aparelho de TV. Era a hora dos programas infantis da televisão espanhola e como ponto máximo da emissão, exibiam desenhos animados com pequenos filmes do Walt Disney e em especial, os meus preferidos do Bugs Bunny com as patifarias do Perna-Longa, o coelho mais endiabrado do mundo.
A criançada ficava “amarrada” à montra até terminar o filme ou o dono da loja sentir-se demasiado incomodado e desligar o pequeno ecran. Só muitos anos depois, tive a oportunidade de ter um aparelho na minha casa, mas nada que se compare aos momentos mágicos da TV na Rua dos Netos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A CIDADE EM 1890

Foto da Cidade do Funchal em 1890. Repare-se que ainda não existia a Estrada da Pontinha, a longa muralha que circundava a Cidade, ou os edificios que existiam na época e ainda se mantém.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SONHO RARO

SONHO RARO




Um afeto arrojado e belo nasceu,
Edificado em horas de ternura,
Sublimado lentamente, floresceu,
Lembrava imagem de pura ventura.
Tudo ao seu redor era conspiração,
Pairavam imponentes belos sonhos,
Translúcido ideal como benção,
Coroava sentimentos risonhos.

Mas... nunca vencemos os embaraços;
Calamos os sentidos e os desejos,
Pois nossas vidas não comportam laços.
Mas, sinto tua presença nos ensejos,
Procuro em vão esquecer teus abraços,
E a sofreguidão dos nossos beijos.


Ângela Maria Crespo

domingo, 30 de novembro de 2008

A PESCA À BALEIA - em 1964







4 fotos do fotógrafo Alex Zino, retiradas do livro "Madeira" de Frederic P. Marjay, retratando a então caça à baleia na costa da Madeira na década de 1960.

domingo, 16 de novembro de 2008

UM GALO DO TRAPICHE OU A VERDADEIRA ALMA MADEIRENSE

UM GALO DO TRAPICHE OU A VERDADEIRA ALMA MADEIRENSE

Estávamos na semana de Natal!
Maria levantou-se noite cerrada! Só as estrelas a faziam sonhar, quando decidiu ir ao Funchal entregar uma encomenda prometida. O dinheiro não abundava, e achou que a melhor alternativa era ir a pé e voltar no horário da tarde. Tirou os sapatos para não estragar o calçado nem doer os pés, iniciou a caminhada, descendo veredas, encurtando caminho. Depois sentiu a estrada de alcatrão, o Caminho da Chamorra, passou a Igreja de Santo António, atravessou a Ribeira, cruzou os Álamos, como uma bússola indicando o Norte, seguiu o Caminho da Achada, desceu a velha Calçada do Pico.
Seriam 7 da manhã quando ininterruptamente tocou à campainha. Abri os tapa sois da janela e perguntei o que queria… Disse-me que abrisse a porta, pois tinha uma encomenda para entregar! Contrariado e resmungando pela hora madrugadora, desci as escadas e abri a porta.
- Tão cedo?
Maria, colocou a cesta de vime que trazia à cabeça no passeio da rua. Depois uma pequena toalha branca deixou a descoberto uma variedade de abóboras, pimpinelas e batatas-doce. Por fim, entrega-me um galo vivo de penas reluzentes e crista rubra. Fico estupefacto! Nem acredito… Um galo? Sim... É para o seu dia de Natal! Agradeci-lhe! De pijama, galo debaixo do braço fui à cozinha, incrédulo, sem saber o que fazer com tamanha surpresa. Olhei os vegetais, olhei o galo que me fitava com aquele inclinar de galináceo, atónito naquele lar desconhecido. Lá fui prende-lo no quintal e voltei para o quente dos lençóis.
Inacreditável! Se contar no serviço o que me aconteceu naquela manhã, possivelmente diriam que teria abusado na noite anterior, de alguma bebida mais “carregada”.
Durante muito tempo, ficou-me na lembrança de Maria! Teria sessentas e tais, veio do Trapiche, pela madrugada, descalça, até quase à cidade para me entregar um galo. Possivelmente nem canja teria no Natal, mas privou-se do que tinha de melhor, do trabalho do seu esforço, porque tinha prometido. E promessa é para cumprir!
Por vezes dou comigo, imaginando o sofrimento daquela mulher, a que não dei a devida atenção. Caminhou quilómetros sem fim até à minha casa, privando-se naquela Natal do seu melhor. Sinto tristeza de não lhe correspondido ao seu verdadeiro valor, o valor da sua bela alma de madeirense, da partilha e do afecto. Recebi de uma humilde mulher de pés gretados pelo esforço do trabalho no campo, a melhor oferta de amor e lição de vida.

À Marta Caires

sábado, 15 de novembro de 2008

IL TAGO È IL PIU BEL FIUME...

Sunset in Tagus - Photo CAM 13.11.2008

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde vai

E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Nunca ninguém pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Il Tago è il più bel fiume che attraversa il mio paese,

Ma il Tago, non è il più bel fiume che attraversa il mio paese

Perché non il fiume Tago, che scorre attraverso il mio villaggio.

Il Tago, ha grandi navi

Ed è ancora la navigazione,

Per chi vede in tutto ciò che non c'è,

La memoria delle navi.

Il Tago scende dalla Spagna

E il fiume Tago entra in mare in Portogallo.

Tutti sanno che.

Ma pochi sanno qual è il fiume del mio villaggio

E dove andare

E dove proviene.

E così, perché appartiene a un minor numero di persone,

È gratuito e il più grande fiume del mio villaggio.

Il Tago, andando per il mondo.

In aggiunta alle Tago, vi è l'America's

E la fortuna di quelli che sono.

Nessuno mai pensato che, oltre a Il fiume del mio villaggio.

Il fiume del mio villaggio non pensare a nulla.

Chi è accanto a lui è accanto a lui.

Per te Ilaria, de Lisbona de Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

MY LAST PHOTO OF QE2 IN FUNCHAL

To remember: My last QE2 photo in Funchal pier. Never more will be the same...
Photo CAM-Funchal

THE QUEEN IN LISBON




O ADEUS QE 2 - FROM LISBON WITH LOVE


Lisbon, 6:00 PM - The departing of Queen Elizabeth 2. The last call in Lisbon, the end of this beautiful cruise ship.
Photos CAM - 13.11.2008 at 18:00 PM - Lisbon

QUEEN ELIZABETH 2 - DESPEDIDA DE LISBOA





13 de Novembro de 2008, foi a despedida do navio Queen Elizabeth 2.
Após 39 anos, este belo navio de cruzeiros chegou pelas 9 horas a Lisboa. O Sol brilhou logo pela manhã bem cedo, a dar as boas vindas. Não mais veremos este navio pelos portos da Europa. E seriam tantas as boas recordações de tempos idos, passados a fotografar navios e detalhes maritimos.
Fotos - CAM - 13.11.2008 Lisboa

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CABO GIRÃO - A Sombra de James Dean

Cabo Girão - Madeira
CABO GIRÃO – A Sombra de James Dean

Se existiu estrela de Hollywood que melhor identifique a minha personalidade, sem dúvida que James Dean seria o eleito. Rebelde, incompreendido, inconstante…


Pelas curvas do Cabo Girão
Estrelas brilham na noite. De um lado
O negrume das verdes bananeiras,
do outro, íngremes rochedos escorrem até ao mar.
Pirilampos piscam no horizonte imenso,
pescadores com suas lanternas, lutam contra peixes espadas.
E o branco Cadillac contorna a velha estrada,
Conduzido por Steve McQueen
teu cabelo ao vento lembra Grace Kelly, eu James Dean
juntos cantamos West Side Story …

I like to be in America!
O.K. by me in America!
Ev'rything free in America
For a small fee in America!

e este momento, eterno silêncio, no velho promontório
tão vago e mágico, flash instantâneo
devaneio, ofereço-te uma estrela cadente
na palma da minha mão…

I like to be in America!
O.K. by me in America!
Ev'rything free in America
For a small fee in America!
C.A.M.

sábado, 25 de outubro de 2008

UM SORRISO ENTRE FLORES - II

Quando era criança, vezes sem conta cruzava-me com este vendedeira de flores. Era uma jovem florista sempre de sorriso farto, de uma simpatia contagiante e, eu ficava a olhar o carinho destas mulheres, ao dar tantos sonhos num simples "bouquet" colorido. Uma flor entre flores...

AS VENDEDEIRAS DE SONHOS - I




AS FLORES E AS VENDEDEIRAS SEMPRE FIZERAM PARTE DA PAISAGEM DA MADEIRA




segunda-feira, 13 de outubro de 2008

WHAT A WONDERFUL WORLD


Pôr do Sol no Pico Ruivo (foto CAM)


I see trees of green........ red roses too
I see em bloom..... for me and for you
And I think to myself.... what a wonderful world.
I see skies of blue..... clouds of white
Bright blessed days....dark sacred nights
And I think to myself .....what a wonderful world.
The colors of a rainbow.....so pretty ..in the sky
Are also on the faces.....of people ..going by
I see friends shaking hands.....sayin.. how do you do
Theyre really sayin......i love you.
I hear babies cry...... I watch them grow
Theyll learn much more.....than Ill never know
And I think to myself .....what a wonderful world
(instrumental break)
The colors of a rainbow.....so pretty ..in the sky
Are there on the faces.....of people ..going by
I see friends shaking hands.....sayin.. how do you do
Theyre really sayin...*spoken*(I ....love....you).
I hear babies cry...... I watch them grow
*spoken*(you know their gonna learn
A whole lot more than Ill never know)
And I think to myself .....what a wonderful world
Yes I think to myself .......what a wonderful world.

Louis Armstrong

domingo, 12 de outubro de 2008

PRAÇA DO INFANTE

A Praça do Infante (ao centro) com o pequeno lago fontenário recém inaugurado onde ainda falta a esfera armilar no centro da mesma. Ao fundo do lado direito o extinto Hotel Voga esquina com o Jardim Municipal. Ao centro em forma ogival, o Monumento ao Infante D. Henrique. Como curiosidade, todas as vezes que passava junto ao seu pedestral, dava os "Bons-Dias ao Senhor Infante"!

PRAÇA DO MUNICIPIO

A Praça do Município na Cidade do Funchal nos anos 40', sem carros, sem stress... Em frente a Câmara Municipal e, à esquerda a Igreja de São João Evengelista ou mais conhecida como Igreja do Colégio, 1599.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

BLUE EYES

Blue eyes
Baby's got blue eyes
Like a deep blue sea
On a blue blue day
Blue eyes
Baby's got blue eyes
When the morning comes
I'll be far away
And I say
Blue eyes
Holding back the tears
Holding back the pain
Baby's got blue eyes
And she's alone again
Blue eyes
Baby's got blue eyes
Like a clear blue sky
Watching over me
Blue eyes
I love blue eyes
When I'm by her side
Where I long to be
I will see
Blue eyes laughing in the sun
Laughing in the rain
Baby's got blue eyes
And I am home, and I am home again
Elton John

O BANHO NO AUXILIO MATERNAL

O Auxilio Maternal foi fundado na Cidade do Funchal em 3 de Abril de 1902, por iniciativa do médico-cirurgião José Joaquim de Freitas. Tendo como finalidade, fornecer alimentação própria às crianças cujas mães por doença ou privações as não possam criar (Eluc. Madeirense I V- pag. 109). Teve as suas instalações no Campo da Barca, passando depois para o Edifício de Santa Clara e posteriormente na Travessa das Capuchinhas. Tive o privilégio de conhecer "in loco" às suas últimas mudanças de edifícios.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ERA UMA VEZ DEZ MENINAS

Era uma vez dez meninas
de uma aldeia muito probe.
Deu um tranglomango nelas
não ficaram senão nove.
Era uma vez nove meninas
que só comiam biscoito.
Deu um tranglomango nelas
não ficaram senão oito.
Era uma vez oito meninas
em terras de dom Esparguete
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão sete.
Era uma vez sete meninas
lindas como outras não veis.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão seis.
Era uma vez seis meninas
em landas de Charle Quinto.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão cinco.
Era uma vez cinco meninas
em um triângulo equilatro.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão quatro.
Era uma vez quatro meninas
qu'avondavam só ao mês.
Deu um tranglomanglo nelas
não ficaram senão três.
Era uma vez três meninas
em o paço de dom Fuas.
Deu o tranglomanglo nelas
não ficaram senão duas.
Era uma vez duas meninas
ante um home todo espuma.
Deu um tranglomanglo nelas
transformaram-se em só uma.
Era uma vez uma menina
terrada em terral mui fundo.
Deu um tranglomanglo nela
voltaram as dez ao mundo.

Mário Cesariny

sábado, 4 de outubro de 2008

Uma descida vertiginosa

A elite no princípio do sec. XX, pousava para o "retrato" para mais tarde recordar...

Do Monte ao Funchal em carro de cesto

Em 1895, uma revista alemã publicava esta belíssima imagem de uma descida de carro de cesto, com a designação de "estadias de Inverno no ensolarado Sul da Europa". Repare-se em todo o pormenor da pintura feita a pena e tinta da china e todo a paisagem que a rodeia até o vestuário dos cidadãos.
(Winteraufenthalt im sonnigen Süden: Eine Rutschfahrt in Madeira) 30,5x22,5 cm

sábado, 27 de setembro de 2008

MACHICO À MICHAEL JACKSON


A Vila de Machico nos anos 60', com o seu campo de futebol de terra batida e a praia de calhau
O GR da Madeira ou/e a autarquia de Machico decidiu colocar na sua antiga praia de calhau e areia preta, areia importada do Sahara de cor amarela. Para além dos milhares de Euros que custaram ao Governo, desembolsando para nada uma soma astronómica, pergunta-se se o comum cidadão se sentirá no Hawai só porque mudou o "visual" maritimo? É uma daquelas paranóias que costuma dar à pequenez de certas mentes humanas. Faz-me lembrar o cantor americano Michael Jackson que querendo mudar de preto para branco às tantas ficou "sem nariz"!!! e a cara mais parece "lixiviada". Esperemos que a Cidade de Machico não venha a ter o mesmo caminho, e os seus politicos não tenham ficado com os neurónios cheios de farelo !

domingo, 21 de setembro de 2008

AMERICANOS NO FUNCHAL

A Cidade do Funchal, para além da linha de comboio do Monte, também teve uma linha de "americanos" e outras pequenas linhas de caminho de ferro. Os Irmãos Francisco e Luciano Cordeiro iniciarem a exploração deste tipo de transporte em Lisboa, em 1872. O primeiro, era Chanceler do Consulado dos Estados Unidos da América no Rio de Janeiro. O seu irmão Luciano, foi fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, para além de jornalista e politico. A fundação da empresa foi constituída no Rio de Janeiro, bem como a sua sede em 06.07.1871. A designação de "Americano" deve-se ao facto de ser de origem Americana! Era uma carruagem (aberta ou fechada) que deslizava sobre carris e puxada por animais (cavalos ou mulas).
O Funchal tinha a sua "linha" em 3 de Junho de 1896.Iniciava junto ao Cais da Cidade, passava pela actual Rua do Aljube, subia paralela à Ribeira de Santa Luzia, tendo o seu términus junto à Rua do Pombal, ao lado da Estação Central do Pombal. Servia por isso os turistas que saíam dos navios e que queriam conhecer e visitar o Monte. Foram também feitos estudos para a exploração de uma linha entre a Cidade a a Vila de Camara de Lobos que nunca se veio a concretizar .
A foto, mostra um "Americano" na Rua do Pombal aguardando clientes.