sábado, 28 de junho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

ANDREA DORIA NO PORTO DO FUNCHAL

Navio "ANDREA DORIA" no Porto do Funchal - anos 50'

O navio italiano "Andrea Doria" de visita à Madeira, antes do fatídico acidente com o navio sueco "Stockholm" no dia 25 de Julho de 1956, no Atlântico Norte.

sábado, 14 de junho de 2008

MAX RÖMER - O ARTISTA QUE AMOU A MADEIRA

Villa Lido - by Max Römer

MAX RÖMER - DA MADEIRA PARA O MUNDO

Através de um artigo editado na revista Atlântico, do Verão de 1988, com um texto de Eberhard Axel Wilhelm, investigador de obras germânicas com respeito à Madeira, consegui reunir a presente informação que, de uma forma muito resumida, pretende elucidar, dentro dos possíveis, outros cidadãos que apreciam a sua obra.
A vida de Max Wilhelm Römer começa na cidade de Hamburgo, em 22 de Novembro de 1878. Filho de Carl Heinrich Wilhelm Römer e de Maria ou Marie Sophia Catharina Römer, foi baptizado na Igreja Luterana de São Pedro, Hamburgo, em 25-12-1879. Conheceu Louise Kätchen Parizot, de origem Javaneza, na Empresa “Ledertechnik Holbe”, para a qual desenhava. Posteriormente, casou com esta jovem, em 24-05-1902, e daí nasceram os filhos: Max Römer (Hamburgo, 20-04-1902/1960); um irmão gémeo (falecido com 8 dias de idade); Anita Kätchen ou Anita Louise Römer (Hamburgo, 6-12-1904/Funchal-S. Martinho, 30-10-1934), solteira, pintora e doméstica; Rolf Reinhold Römer (nascido em Hamburgo a 30-10-1909) e Valeska (Valli) Melati Römer (Hamburgo, 8-1-1911/Funchal, 25-8-1988).
Max Römer cumpriu o serviço militar entre 1915 e 1918, na Primeira Guerra Mundial, onde esteve na frente de batalha da Champagne e do Somme (França), na Roménia e na Grécia. Terminada a guerra, e por influência de um amigo dinamarquês, que lhe conta maravilhas da beleza da Ilha da Madeira, decide embarcar no vapor “Curvello” da Lloyd’s Brasileira e rumar a esta Ilha na companhia da esposa Kätchen e dos filhos Rolf, Anita e Valeska.
É na Madeira que inicia incessante obra, passando para o papel a imagem e os costumes desta terra, durante 38 anos. Trabalhos seus estão publicados na revista Illustrirte Zeitung, em 25-03-1925, com um número especial dedicado à Madeira e à obra deste Hamburguês, com texto de Emil Franz Gesche, na altura cônsul alemão no Funchal. Habitou em São Roque, Estrada Monumental e, por fim, até à sua morte, na Rua Major Reis Gomes.
Os seus trabalhos são uma miscelânea de temas, que vão desde o Palácio de São Lourenço, São Vicente, Porto Santo, Madeira Wine, na Madeira, e, na Alemanha, o Hall do Dresdner Bank, em Berlim, os Paços do Concelho, em Hamburgo e Bremen, e trabalhos para os paquetes “Großer Kurfürst”, “Fürst Blücher” e “Imperator”. Trabalhava com diversos materiais, fossem óleos, desenhos a carvão, guaches, mas foram as suas aguarelas que lhe deram o prestígio que ainda nos nossos dias possui. Fazia trabalhos publicitários para firmas e cinemas funchalenses, cartazes turísticos, postais, cartões de Boas-Festas, etc..
O seu falecimento ocorre em 18-08-1960, aos 81 anos. No Funchal, viviam, na altura, a esposa, que veio a falecer com quase cem anos, e a filha Valeska, ao passo que o filho Rolf residia na Alemanha. Em 26-04-1984, a Região Autónoma da Madeira homenageou Rolf e Valeska Römer, tendo, na altura, o seu filho doado à Madeira o património artístico do pai.
Trabalhos de Max Römer
É impossível descrever toda a sua obra, por falta de conhecimentos sobre a mesma e porque os seus trabalhos estão espalhados por diversas partes do Mundo. Ainda há pouco tempo, vendiam-se muitos trabalhos deste pintor alemão numa galeria de arte norte-americana, em leilão. Irei destacar algumas reproduções em formato postal, por serem estes os mais facilmente identificáveis pelas pessoas que precisam apenas de ver o seu “traço” para reconhecerem uma obra de Max Römer.
Agradecimentos especiais pelo trabalho de texto publicado, bem como pela sua tradução para língua alemã a Eberhard Axel Wilhelm.(1)
(1)Eberhard Axel Wilhelm – Max Römer, postais madeirenses percorrem o Mundo – in Revista Atlântico # 14. Funchal: António Loja. Verão 1988

VON HAMBURG NACH MADEIRA - MAX RÖMER

Luar sobre a Baia do Funchal - Max Römer
In meiner Kindheit hörte ich oft Leute Bemerkungen zu Gemälden eines Deutschen mit Namen Max Römer machen. Als ich versuchte, an weitere Informationen über diese Person zu gelangen, tat sich immer ein unerklärlicher Kenntnismangel auf: niemand konnte mir konkrete Einzelheiten zu Leben und Werk dieses Künstlers zukommen lassen. Ich wußte, daß er auf der ganzen Insel Madeira eine beachtliche Anzahl von Werken vollendet hatte und in einer Kapelle eines Landgutes von Familienangehörigen in Água de Pena religiöse Bilder gemalt hatte.
Nach einigen Jahrzehnten entdeckte ich durch einen großen Zufall ein Aquarell, das die Theorie völlig bestätigt, daß er wirklich an dem genannten Ort war. Erst jetzt war es mir möglich, über den so wenig bekannten und gleichzeitig von den Madeirensern so sehr geliebten Max Römer genauere Hinweise zu bekommen. Durch einen im Sommer 1988 in der Zeitschrift Atlântico erschienenen Artikel mit einem Text Eberhard Axel Wilhelms, der sich für Werke von Deutschsprachigen zur Insel Madeira interessiert, gelang es mir, die vorliegende Information zu sammeln, die in sehr zusammengefaßter Weise innerhalb der Möglichkeiten anderen Auskunft erteilen möchte, die sein Werk schätzen.
Max Römers Leben beginnt am 22. November 1878 in Hamburg. Er war der Sohn des Carl Heinrich Wilhelm Römer und der Maria oder Marie Sophia Catharina Römer und wurde am 25.12.1879 in der Hamburger lutherischen Peterskirche getauft. Er lernte die aus Java stammende Louise Kätchen Parizot in der Firma „Ledertechnik Holbe“ kennen, für die er zeichnete. Später heiratete er diese junge Frau am 24.5.1902, und sie hatten die Kinder Max Römer (Hamburg, 20.4.1902 – 1920); dessen (nach acht Tagen verstorbenen) Zwillingsbruder; die ledig gebliebene Malerin und Hausfrau Anita Kätchen oder Anita Louise Römer (Hamburg, 6.12.1904 – Funchal-São Martinho, 30.10.1934); Rolf Reinhold Römer (geboren in Hamburg am 30.10.1909) und Valeska (Valli) Melati Römer (Hamburg, 8.1.1911 – Funchal, 25.8.1988).
Max Römer leistete seinen Militärdienst von 1915 bis 1918 im Ersten Weltkrieg ab und nahm dabei an der Front in der Champagne und an der Somme teil und kämpfte in Rumänien und Griechenland mit. Nach Kriegsende beschloß er, von einem dänischen Freunde beeinflußt, der ihm die Schönheit der Insel Madeira in den herrlichsten Farben schildert, sich auf dem Dampfer „Curvello“ des brasilianischen Lloyd einzuschiffen und in Begleitung seiner Frau Kätchen und seiner Kinder Rolf, Anita und Valeska zu dieser Insel zu reisen.
Auf Madeira beginnt er sein unablässiges Werk und bringt dabei 38 Jahre lang das Bild und die Bräuche dieser Insel zu Papier. Einige seiner Werke sind in einer Extranummer vom 25.3.1925 der Publikation Illustrirte Zeitung veröffentlicht, die Madeira und dem Werk dieses Hamburgers gewidmet ist und einen Text Emil Franz Gesches, des damaligen deutschen Konsuls in Funchal, enthält. Er wohnte in São Roque, der Estrada Monumental und zum Schluß bis zum Tode in der Major-Reis-Gomes-Straße.
Seine Arbeiten umfassen eine Mischung aus Themen, die im Madeiraarchipel im Sankt-Lorenz-Palast, in São Vicente, auf Porto Santo und in der „Madeira Wine“ und in Deutschland in der Berliner Halle der Dresdner Bank und in der Hamburger und Bremer Stadthalle zu sehen sind, ferner Darstellungen für die Dampfer „Großer Kurfürst“, „Fürst Blücher“ und „Imperator“. Er arbeitete mit verschiedenen Materialien und schuf Ölgemälde, Kohlezeichnungen und Guachen, doch waren es seine Aquarelle, die ihm zu dem Ruf verhalfen, den er noch heute besitzt. Außerdem stellte er z. B. Werbearbeiten für madeirensische Firmen und Kinos, Plakate für den Tourismus, Ansichts- und Festtagskarten her.
Sein Tod trat am 18.8.1960 ein, als er 81 Jahre alt war. In Funchal lebten seinerzeit seine Frau, die später fast 100jährig verstarb, und die Tochter Valeska, wohingegen der Sohn Rolf in Deutschland lebte. Am 26.4.1984 ehrte de Autonome Region Madeira Rolf und Valeska Römer; der Sohn hatte Madeira damals das künstlerische Werk des Vaters geschenkt
Max Römers Arbeiten
Es ist unmöglich, sein gesamtes Werk zu beschreiben, da es mir in seiner Gesamtheit nicht bekannt ist und weil seine Arbeiten über verschiedene Teile der Welt verstreut sind. Noch vor kurzem wurden viele Bilder dieses deutschen Malers in einer nordamerikanischen Kunstgalerie versteigert. Ich werde einige Reproduktionen in Postkartengröße herausstellen, bei denen es sich um diejenigen handelt, die am leichtesten zu identifizieren sind, zumal man nur seinen „Strich“ zu sehen braucht, um ein Werk Max Römers zu erkennen.
Besonderer Dank für die Veröffentlichung des Textes und seine Übersetzung ins Deutsche gilt Eberhard Axel Wilhelm.


terça-feira, 10 de junho de 2008

LE CHAT DE SOLANGE

Photo Solange - Belgique
LE CHAT QUI ADORE RÊVER

segunda-feira, 9 de junho de 2008

28 ANOS SEM VINICIUS

SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa me dizer do amor (que tive);
Que não seja imortal, posto que é chama
mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes

domingo, 8 de junho de 2008

UM BANCO COM POEMAS DE SOPHIA


Vi as águas, os cabos, vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodigios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
Só do Preste João não vi sinais
Sophia de Mello Breyner Andressen

(Feliz ideia a de gravar poemas nos bancos do jardim, e Sophia apreciaria o entardecer olhando as ondas, colocando a pala da sua mão em busca de Preste João!!!)

PRAIAS DO ELBA

PRAIAS DO ELBA

Caminhando pela praia, descubro

mais que o rumor das ondas de espuma,

em logos abraços longitudinais.

Ao fundo, o porto descobre o buliço das embarcações

que o calor abafa nas tardes amenas. Os ferries, riscam de quando em vez,

traços infinitos sobnre as águas. Alguém sobe ao farol, distingo

silhuetas curiosas que na expectativa do cansado entardecer, o sol

ainda irradia quentes cores, como nos postais.

Caminhando pela praia, descobri Bremerhaven!

Uma cidade é como uma mensagem à deriva... Acho sempre

O mar desconfiado, inconstante e infeliz!

Bremerhaven, desvenda os seus sonhos, nas mãos

de quem constroi castelos de areia e os vê desabar na onda seguinte. Enamora-se

em noites de Lua cheia, pela sereia de Copenhagen

e espraia-se em convulsões de pranto, distribui caricias

em canções de marinheiros que sobem o Elba, rumo a Hamburgo.

Caminhando pela prais, descubro que afinal,

as praias também sabem sonhar!...


MAR ERRANTE

MAR ERRANTE
Distante, o mar invade o espaço
misto de solidão e espuma
um nórdico sabor a caruma
nos teus seios, eu abraço.
Quero-te infinitamente vacilante
como um batel à deriva, desnorteante
Por entre beijos sôfregos, incansáveis,
procurando certeiras mãos habeis.
E não fosse teus cabelos espraiados
que me seduzem corpos tropicais,
reluzentes lagartos dourados.
Buscam no mar errante, pecaminosos pecados,
paixões de piratas e sereias cansadas
de navegarem em tão bucólicos vendavais.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

PESCADOR DE FINISTERRA

PESCADOR DE FISTERRA
Encontré un pescador quedado dormindo
De tan borracho estaba. No sabia el Norte
Nin tampoco el Sur, solo soñaba galopando
Olas de azul!
? - pergunté, donde és...?
- De Cabo Fisterra, señor!... De todo pesco,
merluza fresca, robalos, sardiñas...
- Llevame contigo, pescador de perlas, en tu red
de sueños, por la mar de ojos azules, mucho azules. Rema
percador, al viento busca sirenas
de Camariñas dicen que bordan cruces
en las velas. Me quedé enfadado en profunda obsesíon.
Sinto el despertar de nenos cazadores
de estrellas de la mar!
? - Te recuerdas que habia un buque que navegaba cerca de ti?
- Se llamaba Reina del Mar!
? - Coñoces pescador? Tenia chimenea negra y roja...
Buques de Cabo, otros Cabos doblados tantas veces en Fisterra.
Las mismas olas que pasan y besas las piedras de mi casa,
Mi tierra, mi alma del Sur donde viene en viento caliente de Las Palmas.
Lo siento en mis ojos, por que secán las lagrimas,
las más enfermas de soledad!
? - Dice me cazador de ballenas Moby Dicks
Donde estan los dientes de marfil? Pergunta al aire a gaviota errante,
Se ves los sardiñeros de Galicia que conoce todos los faros, y las sirenas
que cantan en noches de tempestad, buscando almas perdidas,
lo dicen los mariños que salvan en la Costa da Morte! Sueña!
Sueña pescador, garrafones de viño, camballea en la calle,
pitillos de humo, nubes de algodón, borrachos de azul, azul,
Mucho azul celeste como ojos de nenos felices... Sueña!
Sueña cazador de tesoros, de rocas, de puras sirenas! Te esperán
En tu porto mensajes de amor, cerca de Cabo Fisterra!
- Pescador de estrellas, en azul mariño!

LEVADAS DE ANIL

LEVADAS DE ANIL
Corre manso de mansinho, águas
Frias acariciam as levadas
Pedras onde ajoelham, lavadeiras
Batendo a roupa. Canatrolam modinhas de amor!
Espuma de sabão, desce rumo ao mar imenso
Mãos esmurram, torcem, batem roupas fuinhas
Coradas de azul-anil, como os teus olhos
Doces de lavadeira, alvo rosto de montanheira.
C orre, corre água devagarinho, nas levadas
E nos caminhos, beijam mãos de fadas, acariciam
vossos linhos, de azul-anil penetrantes
olhos de felicidade.

domingo, 1 de junho de 2008

Luft Zeppelin 127 - Fotos Aéreas na Madeira

( Vista aérea da Cidade do funchal, tirada pelo LZ 127
(Na foto, pode ver-se com nitidez o Cais da Cidade, as ribeiras e a baixa da Cidade)
Col. CAM)

Madeira Wine Label

UM RÓTULO DE FAMILIA