sábado, 27 de setembro de 2008

MACHICO À MICHAEL JACKSON


A Vila de Machico nos anos 60', com o seu campo de futebol de terra batida e a praia de calhau
O GR da Madeira ou/e a autarquia de Machico decidiu colocar na sua antiga praia de calhau e areia preta, areia importada do Sahara de cor amarela. Para além dos milhares de Euros que custaram ao Governo, desembolsando para nada uma soma astronómica, pergunta-se se o comum cidadão se sentirá no Hawai só porque mudou o "visual" maritimo? É uma daquelas paranóias que costuma dar à pequenez de certas mentes humanas. Faz-me lembrar o cantor americano Michael Jackson que querendo mudar de preto para branco às tantas ficou "sem nariz"!!! e a cara mais parece "lixiviada". Esperemos que a Cidade de Machico não venha a ter o mesmo caminho, e os seus politicos não tenham ficado com os neurónios cheios de farelo !

domingo, 21 de setembro de 2008

AMERICANOS NO FUNCHAL

A Cidade do Funchal, para além da linha de comboio do Monte, também teve uma linha de "americanos" e outras pequenas linhas de caminho de ferro. Os Irmãos Francisco e Luciano Cordeiro iniciarem a exploração deste tipo de transporte em Lisboa, em 1872. O primeiro, era Chanceler do Consulado dos Estados Unidos da América no Rio de Janeiro. O seu irmão Luciano, foi fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, para além de jornalista e politico. A fundação da empresa foi constituída no Rio de Janeiro, bem como a sua sede em 06.07.1871. A designação de "Americano" deve-se ao facto de ser de origem Americana! Era uma carruagem (aberta ou fechada) que deslizava sobre carris e puxada por animais (cavalos ou mulas).
O Funchal tinha a sua "linha" em 3 de Junho de 1896.Iniciava junto ao Cais da Cidade, passava pela actual Rua do Aljube, subia paralela à Ribeira de Santa Luzia, tendo o seu términus junto à Rua do Pombal, ao lado da Estação Central do Pombal. Servia por isso os turistas que saíam dos navios e que queriam conhecer e visitar o Monte. Foram também feitos estudos para a exploração de uma linha entre a Cidade a a Vila de Camara de Lobos que nunca se veio a concretizar .
A foto, mostra um "Americano" na Rua do Pombal aguardando clientes.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

LAVADEIRAS NAS LEVADAS

As lavadeiras aproveitavam a água que corria pelas levadas para lavarem as suas roupas ou dos patrões que viviam na cidade. Uma pedra atravessava como se fosse uma ponte, o curso de água onde se esfregava frenéticamente as peças, batendo para tirar o sabão. A água descia com tanta velocidade que parecia que "cantava". Depois de corar a roupa ao Sol, de tratarem-na com o anil para que ficasse mais alva, era vê-la secar em cima de grandes pedras que circundavam a ribeira. Assisti várias vezes em plena serra a esta azáfama, para mim curiosa de quem tinha todas as comodidades no lar.

sábado, 6 de setembro de 2008

... E O PORTO SANTO AQUI TÃO PERTO...

Inaugurado em 28 de Agosto de 1960, o Aeroporto de Porto Santo tinha 2000 metros de comprimento. Só 4 anos depois a Madeira teria o seu "campo de aviação"(como se dizia na altura)!

EI-LO QUE ACABA DE CHEGAR!!!!

Ei-lo que acaba de chegar! Traz sonhos nas asas, lágrimas de saudade, malas com recordações e as hélices girando ao sabor do vento rodopiavam sem cessar até ao momento que o funcionário colocava a longa escada acopulada à porta da aeronave. A hospedeira confirmava no alto do varandim que tudo estava ok! Então um a um, passageiros desciam à terra dos sonhos...

AEROPORTO DE SANTA CATARINA - 1964

Subiamos a longa rampa que dava a um pequeno largo onde estacionavam os taxis, carros particulares e a pequena carrinha com o pessoal da TAP. Nos pequenos barracões com tecto de zinco, aglomeravam-se na hora da partida ou da chegada, duas duzias de pessoas. Entre o staff do aeroporto, policia ou corpo de emergência, carrinhos com bagagens esperavam que o Constellation chegasse da sua longa travessia Lisboa-Funchal. Quatro penosas horas! E quando um avião apontava para os lados da Ponta de São Lourenço, a algazarra tomava conta da sala de embarque. Depois, era ver o pequeno aparelho dar a longa travessia perto das Desertas e inclinar-se pela direita, apontando a Santa Cruz. Uff, que sofrimento!
Por vezes, o jeep da Policia tinha de sair a grande velocidade para "apanhar" um cidadão mais teimoso. Assisti a uma dessa teimas de um agricultor que vivia junto ao Restaurante "Varanda do Aeroporto" que tendo terrenos na parte de baixo do aeroporto, não compreendia porque não podia atravessar a pista para ir regar as bananeiras!!!

A BELEZA MADEIRENSE

A arte neste rosto madeirense!
Nada sei desta foto dos anos 60' tirada pelo Dr. Frederico P. Marjay. Mas não me canso de ver esta imagem de rara beleza.
(clic para ampliar a foto p.f.)