quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FONTANÁRIO DOS LAVRADORES

Da amiga e artista Helena Ramos, acabo de receber este trabalho a carvão em que está expresso o Fontanário do Largo dos Lavradores (junto ao mercado). Trata-se de um desenho A3, a adicionar à minha colecção de aguarelas. Os meus agradecimentos!

sábado, 26 de dezembro de 2009

TELAS DA MADEIRA - ELLA AND FLORENCE DU CANE






Ella du Cane e Florence du Cane, pintaram a flora da Madeira com um encanto que nos surpreende ainda hoje.





TELAS DA MADEIRA - EDUARD HILDEBRANDT



O grande pintor alemão Eduard Hildebrandt, esteve na Madeira no séc. XIX. Alvo de pesquisa para um artigo na Revista Iharq, por parte de Eberhard Wilhelm, podemos ver dois óleos relativos à Madeira.

TELAS DA MADEIRA - PAOLO KUTSCHA





Muitos são os artistas que ao longo dos tempos têm pintado a Madeira. Através das suas telas, podemos ver também a evolução ao longo dos tempos do nosso Arquipélago.
Paolo Kutscha foi um pintor suiço que deixou o seu traço, a sua cor e beleza em trabalhos preferencialmente a óleo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

BAZAR DO POVO

Cartaz publicitário pintado por Max Römer - col. CAM

Falar do Bazar do Povo dispensa apresentações! Esta casa comercial da cidade do Funchal é uma verdadeira institução histórico-patrimonial madeirense. Nesta época natalícia, o Bazar transformava-se numa autentica loucura para as compras da festa.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Käthe Kollwitz


Kopf eines Kindes in der Händen der Mutter
I like so much this draw

Belgium War Photos - To remember forever



Fotos de Solange, enviadas da Bélgica. Palavras não serão necessárias. O homen primeiro faz a guerra, depois procura a paz... o ser humano não conseguiu atingir ainda um patamar de perfeição!

A poem from Yourcenar


Thank's very much Dear Friend Solange for your gift - Belgique

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MARGUERITE YOURCENAR ESTEVE NA MADEIRA EM 1960

Marguerite Yourcenar esteve na Madeira em Janeiro de 1960 durante duas semanas.
Aproveitando a sua visita, a Alliance Française à Madére, organizou uma conferência sob o título "Fonction et Responsabilités du Romancier".
O Dário de Noticias do Funchal, destaca uma pequena reportagem sobre a mesma.
"Com uma limpidez de linguagem verdadeiramente elegante e uma dicção fluente e perfeita. Marguerite Yourcenar dissertou ontem na sede da Alliance Française, sobre Fonction et Responsabilités du Romancier".
Tratando do romance universal desde as suas origens mais remotas, mas incidindo, particularmente sobre o romance francês, Mme. Yourcenar seguiu uma trajectória regular e precisa, que conduziu directamente ao tema principal da sua brilhante conferência.
Romancista ela própria, mas também ensaísta e critica literária, Marguerite Yourcenar possui, na realidade a experiência pessoal, a clarividência e a objectividade necessárias à discussão do tema proposto.
O seu processo de comunicação com o público dá, a cada pessoa, a sensação agradabilíssima de sentir-se a única ouvinte de um magnífico monólogo. A clareza da frase, a tranquila veemência das afirmações, a subtiliza da sugestão, a agudeza da análise, o dominio completo do assunto que nunca permite afirmações gratuitas - tudo isto fez de Mme Yourcenar uma conferencista admirável."
Eis alguns titulos da sua vasta obra, que tanto aprecio.

Le jardin des chimères (1921)
Alexis ou le Traité du Vain Combat (
1929
, novel)
La nouvelle Eurydice (
1931
, novel)
Denier du Rêve (
1934
, novel, A Coin in Nine Hands)
Feux (
1936
, poetry, Fires)
Nouvelles orientales (
1938
, short stories, Oriental Tales)
Les songes et les sorts (
1938
)
Le Coup de grâce (
1939
, novella)
Mémoires d'Hadrien (
1951
, novel, Memoirs of Hadrian)
Électre ou La chute des masques (
1954
)
Souhs Bénéfice d'Inventaire (
1962
, essays, The Dark Brain of Piranesi)
L'Oeuvre au noir (
1968
, novel, The Abyss)
Souvenirs Pieux (
1974
, memoir)
Fleuve profound, sombre rivière (
1973
, poetry)
Archives du Nord (
1977
, memoir)
Le cerveau noir de Piranese (
1979
, essay)
Mishima ou la vision du vide (
1980
, essay)
Le Temps, Ce Grand Sculpteur (
1983
, essays, That Mighty Sculptor, Time)
Quoi?
L'Éternité (
1988, memoir

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Flowers oder Blumen aus Madeira




As flores são demasiado belas para serem colhidas. Tornam o nosso mundo mais colorido e aromático. As flores merecem viver em paz no seu cantinho do jardim. Apanhar uma flor é perder valor como ser humano, prefiro vê-las e deixar que outras as vejam e sintam a natureza na sua plenitude. (Fotos CAM)



Susan Boyle comes a Dream


Susan Boyle está de novo e em força com o seu album musical. E a sua voz é para sonhar acordado! A voz desta escocesa não "é de plástico"... basta comprovar no site dedicado à sua obra musical. Uma prenda de qualidade neste Natal!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Se fosse rico...


Descobri esta casa à venda perto da Boaventura, com uma vista sobre o Atlântico encantadora. Só o silêncio da zona dá vontade de sonhar, se eu fosse rico...

500 ANOS DE HISTÓRIA DA MADEIRA

No próximo dia 21, será inaugurada na Sala D. Luis do Palácio da Ajuda, a maior exposição de arte jamais apresentada fora da Madeira. Sob o lema "Obras de Referência dos Museus da Madeira - 500 Anos de História de um Arquipélago", é uma excelente oportunidade para os portugueses verem ao vivo, obras de arte que nem sempre estão acessíveis.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CABO SUBMARINO DO FAIAL

Da amiga Yolanda Corsepius surge mais um trabalho seu, publicado em conjunto com Ricardo Madruga da Costa. Trata-se da separata do Boletim do Núcleo Cultural da Horta #18-2009, com um estudo designado "UM CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA DA COMPANHIA ALEMÃ DO CABO SUBMARINO NA ILHA DO FAIAL". A Cidade da Horta, pretende constituir um museu dos Cabos Submarinos. Acho a ideia interessante juntar as companhias Commercial Cable Company (Americana), a Europeand Azores Telegraph Cº.(Inglesa)e a DAT-Deutsche Atlantische Telegraphengesellschaft(Alemã), para o efeit0. A contribuição da escritora Yolanda Corsepius tem sido muito relevante tirando partido do seu espólio familiar, da sua dedicação e estudo e do seu carinho em não deixar "morrer" a memória dos cabos submarinos, outrora tão importantes nas comunicações transatlânticas.
Fazemos votos para que com o apoio da Secretaria Regional da Cultura dos Açores, e da autarquia da Cidade da Horta, se faça juz e procure divulgar o passado deste acontecimento importante. Pena é que na Madeira não haja uma iniciativa do género, espólio haverá faltará vontade e contra isso nada a fazer!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A COSTUREIRA QUE AMAVA VENEZA

No início dos anos sessenta, comprar vestuário prêt à porter era uma odisseia. O mercado ainda não tinha despertado para as novas ideias vindas da Europa. Assim lá em casa, andavam sempre num virote com as últimas novidades da moda estampadas em revistas como a "Neue Mode", a "Jour de France" e a "Elle" (edição francesa), bem como muitas revistas do magnata e editor alemão Burda. Tiravam-se os moldes, procuravam-se os tecidos vendidos à peça na loja Último Figurino na Rua Câmara Pestana, mesmo defronte da Botica Inglesa. Depois, era calcorrear até à modista de confiança, quase como um membro da familia pois tinha a incumbência de nos vestir a todos. Confesso que já me esqueci do nome da costureira! O mesmo não posso dizer do local onde vivia e tinha o seu atelier. Era mesmo no início da Rua da Carne Azeda do lado esquerdo para quem sobe, umas casas térreas que faziam fronteira com a própria Fábrica Hinton, ou o Engenho como era popularmente referenciada. Enquanto numa sala, as tias trocavam opiniões sobre os modelos, eu ficava horas a fio a olhar os quadros que estavam espalhados pelas paredes que mostravam uma cidade esquisita, com uns postes coloridas e uns barcos estranhos. O meu olhar penetrava nas fotografias recortadas de um velho calentário sem identificação do ano. Nunca vi barcos assim ... e aquelas cores vivas, a luz que iradiava no Grande Canale di Venezia, deixavam-me sem palavras. Após todas as formalidades, acabava por regressar a casa. Pelo caminho ia fazendo perguntas sem fim, enquanto a minha tia explicava-me que Veneza era uma cidade diferente onde se viajava em canais e tinham gôndolas para se deslocarem. Mais tarde, li de uma assentada o "Leão de São Marcos" e o fascínio por aquela cidade mantinha-se. Tal como a velha costureira, também eu amava Veneza, uma Veneza tirada de fotografias coloridas de um velho calendário sem ano.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ASTERIX E OBELIX - 50 ANOS

Os geniais gauleses fazem 50 anos! Confesso a minha admiração por estes heróis capazes de destronar os coitados dos bárbaros romanos. Sempre tive uma grande admiração pela BD que nos faz levitar! Que contem muitos 50's.

domingo, 18 de outubro de 2009

DO TEMPO, TEMPO VIRÁ!

Lembro-me que quando era criança, percorrer os caminho de pequeninos calhaus redondinhos de bazalto negro que circundava o Jardim Municipal. Através desses labirintos verdes do jardim, imaginava outros caminhos outros destinos. Depois, aguardava que a minhã mãe "espreitasse" à varanda da Casa de Bordados Americana, ali mesmo junto às garagens dos autocarros da SAM ou dos Autocarros de S. Roque do Faial. Seria necessário esperar pelas 18h30', para que a acompanhasse até casa. Pelo caminho ia espreitando montras cheias de sonhos, produtos inacessiveis à bolsa da grande maioria dos cidadãos.
Um dia destes, lembrei-me de levar os meus filhos a percorrerem e conhecerem as zonas e as casas onde habitei. Confesso que não foi tarefa fácil dialogar, explicar pormenores de uma época cheia de utopias, de dramas e sonhos desfeitos. Por outro lado, o que para mim tem muito peso emocional, para os outros poderá ser uma grande "seca". Mas empenhei-me (possivelmente, mais pela minha pessoa) em levar até ao fim como peregrino de Santiago, a minha aventura. Após descobrir quase meio século pequenos indicios da minha memória de infância, fui calcorreando quase sem parar, horas a fio. Dei comigo, quase lusco-fusco a descer as escadinhas de São Francisco; labirintos da Rua Ivens; Rua dos Aranhas e Nova de São Pedro, a "desaguar" junto ao Jardim. Olhei de relance o novo palco, outrora onde actuavam os velhos "guerrilhas" e "peles vermelhas" na época do Carnaval. Olhava as velhas pedrinhas redondas dos caminhos, os mesmos que tinha percorrido vezes sem conta na minha infância, e parei junto ao edificio da Casa Americana. Fiquei ali especado! À minha memória, surgiam vozes, rostos que já partiram, cheiros e sons de outrora. Lá estava a velha varanda onde de porta entreaberta, espreitava o rosto da minha mãe. Em silêncio, imóvel, esperava que voltássemos de mãos dadas para casa. Mas tu não espreitaste, não me acompanhaste... Após alguns minutos, regressei de novo ao tempo presente. Claro que não poderia estar à tua espera! Tinham passado mais de quarenta anos e continuava a sonhar, sonhos utópicos, mas quem não sonha ....

sábado, 17 de outubro de 2009

UM AZUL IMENSO





Num dia de Sol espectacular, desci do Rabaçal a caminho de Porto Moniz. Sentei-me a contemplar este imenso azul que indivisivel une este céu e mar. Azul sem fim que fere a vista como se não houvesse separação entre a terra e o meu ser!

domingo, 11 de outubro de 2009

AS CRÓNICAS DE MARTA CAIRES

Igreja de Santo António, tirada do Pico dos Barcelos - CAM
Autocarro da CASAL, junto ao Miradouro da Igreja - anos 60'

Possivelmente não existirá freguesia da Madeira que eu melhor conheça do que a de Santo António. Embora nunca a tenha habitado, desde tenra idade frequentei a sua zona. Pelos caminhos íngremes das suas montanhas e vales, existem muitas histórias para contar. Pelas suas veredas, sítios, azinhagas e lugarejos palmilhei vezes sem conta... tudo começava quando depois do almoço, desciamos às 13h40' em velocidade de cruzeiro a Calçada do Pico, Santa Clara, Rua das Pretas, Avenida Zarco e por fim, parávamos junto ao Palácio de São Lourenço à espreita do horário. Naquele tempo existia, uma paragem entre o gradeamento do dito Palácio e uma espécie de fosso que muito mais fundo do que a própria Avenida do Mar, servia de obstáculo ao próprio Edificio do Governador. O próprio Largo das Fontainhas, era uma amálgama de taxis, carros de aluguer "vulgo abelhinhas" com a letra A - estampada na negra porta do veículo e velhos autocarros com destino ao Curral ou Eira do Serrado. Só mais tarde, se encheu de terra e ajardinou o fosso, com o aspecto que tem na actualidade. Mas dizia eu, que a primeira visão era olhar para o lado esquerdo da Avenida, e ver se o horário da C.A.S.A.L.dª. estava para arrancar. Era o nº. 52 - da Companhia de Autocarros de Santo António! Hora de saída 14horas! À mesma hora, haviam também para o Jamboto via Álamos e Jamboto via Igreja. Então, quando o autocarro saía de fronte da Baiana, colocavamo-nos na paragem aguardando a sua presença. No final dos anos 60', as companhias de autocarros estavam com grandes restruturações. Compravam-se veículos com melhor conforto, assentos mais cómodos, ar condicionado, portas automáticas ou sistemas de paragem eléctricas. Mas para isso, era necessário que não houvesse muito movimento no porto, pois a primazia era dada aos turistas para excursões ao longo da ilha. Depois, era bonito ver a cidade colorida de autocarros de várias cores. Verdes da SAM; azuis de Santo António; castanhos de São Gonçalo; vermelhos do Monte; verde acizentado de São Martinho; São Roque, Rochinha, Camacha.... Além dos mencionados, a Delegação de Turismo da Madeira, tinha também belos exemplares de marca alemã com vidros panorâmicos, música a bordo etc... O 52 era mais modesto, e já contentava os passageiros com a "música pedida" que saía do Posto Emissor do Funchal.
Estendíamos o braço, e o motorista manobrava com os travões em grande chiadeira até parar. Nas partes longitudinais do veículo, estava um pássaro alado e por baixo em cores azuis turqueza e ultramarino com a sigla CASALdª.. Depois acomodavamo-nos nos lugares vagos. Como ainda era pequeno, e se o autocarro não viesse muito cheio, ocupava um espaço mas não era cobrado bilhete. Se o veículo já vinha com lotação quase completa, tinha de me sentar no colo da minha tia, evitando assim mais uma despesa adicional. Só que à medida que ía crescendo, os ditos bilheteiros olhavam-nos de viés. Por outro lado os meus joelhos já não cabiam no exíguo espaço entre cadeiras. O seu percurso, era contornar a Rotunda do Infante, subir a Ribeira de S. João, Cabouqueira, Rua das Maravilhas, início do Caminho de Santo António, virava no Caminho da Ponte e subia o íngreme Caminho da Igreja, até chegar ao nosso destino: Igreja de Santo António. Desciamos o ligeiro Caminho do Ribeirinho e eis-nos no Serviço. Para subir, eram 2$40 e para descer metade do preço! Depois ia sempre prevenido com um lanche, que mal chegava, dava-me logo vontade de o comer. Dir-se-ia que os ares da montanha, abriam apetites. Por vezes, tinham de ter reforço. E lá ia à Pastelaria Estrela (já não existe na actualidade) e pedir meio-pão com molho e uma laranjada! Não era raro acabar às 18 horas no Funchal com mais um daqueles lanches ajantarados de fazer inveja a muito turista sedento de iguarias gastronómicas. Entretanto, eu ia crescendo, crescendo até que deixou de ser viável as minhas idas nos autocarros azuis de Santo António.


Agora aos Domingos dou comigo a ler as crónicas do Diário de Noticias do Funchal - Revista, onde a jornalista Marta Caires, costuma falar da sua terra, dos seus sonhos e costumes, os mesmos que eu conheci (embora exista uma distância de idades entre nós!), e fico impressionado por transmitir precisamente os mesmos factos dos anos 60 e 70'. Entre a minha pessoa e Marta Caires não existe tanta diferença que realce as memórias dum tempo que já foi tempo. Apraz saber que nas suas crónicas semanais, estão sempre presentes histórias de uma freguesia como a de Santo António, para mais tarde recordarmos com ternura!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A MAGIA DE MAX ROMER



Existem dias em que uma simples carta transforma o dia mais feliz. Assim aconteceu, ao abrir um sobrescrito com uma série de cartões de Boas-Festas pintados por Max Römer. Alguns extremamente raros e que passam a pertencer à minha pequena colecção, deste artista que tanto admiro. Observe-se com atenção ao pormenor das imagens!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PROFFIL

Desenho - Jacira

PROFFIL

Petite fleur délicate, bercée de rèves suaves.


Vers le ciel bleu et rosée, offer comme prierè


Sa douce odeur.


Mais, les tempétes furieuses, s’apercoient de loin


De ses mignonnes coleurs, et de passion folle


Effeuille la pauvre corelle. Qui s’en va…blessée


- Presque morte – rollée dans la boue du chemin.



Aissi, ton ame sensible se balance – entre


L’angoisse et l’amour, la doute et le désir –


De s’envoler jusqu’ aux étoilles, pour endormir


Sa douleur.



Mon Dieu! Comment tu dois souffrir?!!...


Tant d’angoisse je vois, dan ton regard éperdu.


1963 - Maria Fernanda Correia - Poeme a mon fil