quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

JOHN E JULIETA

John e Julieta
História verídica de um amor eterno…


Conheci John à muitos anos! Era eu ainda menino de calções! João nasceu lá para os lados da Calheta e, ainda menino emigrou para Capetown, nos anos 50’. Trabalhou no duro, amealhou rands e um dia como tinha prometido, viria para buscar a sua amada Julieta, levá-la para a Africa do Sul. Era a cereja no cimo do bolo que faltava à sua vida, a sua luz, a sua eterna musa.
Estou a vê-lo, entroncado, baixinho, de shorts, em pleno Inverno lisboeta alvo de olhares de transeuntes pouco habituados a esse tipo de vestuário dos trópicos. Ouço a sua voz adocicada chamar a sua amada, logo pela manhã!…
Julieta, mulher bonita dos seus 30, era toda sorrisos!
- John? John?!!! Come on… vamos às compras! Temos muito para fazer… darling… Julieta via naquele homem, a sua libertação, a sua estabilidade financeira. E eu ficava fascinado com aquele amor eterno. John era alegre, coração de manteiga. Dava-me guloseimas como se fosse intermediário daquela paixão.
Uma tarde, fomos à “baixa”! Era necessário marcar viagem no paquete para Africa. Os navios estavam superlotados na época, mas encaminhamo-nos para os escritórios da Companhia Nacional de Navegação, ali mesmo junto ao Arco da Rua Augusta. Não se conseguia bilhete e Julieta propôs que ele fosse primeiro, entretanto ela iria no navio seguinte, fosse da Nacional ou Colonial. John , primeiro recusou mas depois cedeu. Seriam só mais umas semanas sem a sua Julieta. E suspirava amor nas suas palavras, no seu tom de voz macia e doce! Encheram-se baús com o enxoval, e muitos rands gastos na época. John partiu rumo à Cidade do Cabo, terra de milhares de emigrantes madeirenses em busca do seu “El Dourado”.
Julieta, ficara em Lisboa! Depressa esqueceu o seu John, enamorou-se e trocou-o por um Ambrósio, mestre de obras cheio de léria, vento na cabeça… mas o amor é assim… indecifrável, inexplicável, inconsolável… Eu chamava-lhe o Caracol, em alusão ao Ambrósio do Carrossel Mágico, os desenhos animados da minha infância. Depois foi o falatório, não se compreendia que John vindo de propósito da Africa do Sul para casar com a sua amada, pudesse levar um chuto, ficar a ver navios…
Ontem, passados mais de três décadas vi Julieta na estação dos Correios. Olhei-a de realce, os seus caracóis de neve, o seu rosto simpático, os seus oitenta anos vividos, a sua viuvez precoce, e relembrei o seu John… o seu sotaque de madeirense profundo, então ouvi ao longe a sua expressão dedicada:
- John? John, come on… vamos às compras! Toca a despachar darling…

domingo, 25 de janeiro de 2009

STAND DA MADEIRA NA FIL


Eis o Stand da Madeira na Bolsa de Turismo na Feira Internacional de Lisboa. Um amplo espaço, que deixou muito a desejar em termos de ideias. Talvez fruto da crise, o pavilhão da Madeira apresentava hoje um espaço desolador, com pouco para dar a visitante em termos de agressividade turistica. Optou-se por vários ecrans com imagens dos principais pontos do arquipélago.
Fotos CAM

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CASA DA MADEIRA OU RESIDENCIAL DA MADEIRA???

CASA DA MADEIRA OU RESIDENCIAL???
Ainda não percebi nada da Casa da Madeira em Lisboa!
O Governo Regional gastou fortunas em obras e compra da vivenda no Restelo. Depois, pensava que a Casa da Madeira seria como a grande maioria das chamadas "casas regionais" com estatuto próprio de utilidade pública, desempenharia o papel de aproximar os cidadãos de deterrminada região a um são convívio num espaço dedicado à sua terra. Parece que não é assim na Casa da Madeira! Eu próprio tirei a limpo, quando após sucessivos contactos com a instutuição, não obtive resposta, nem telefonema que conseguisse responder às minhas questões sobre o funcionamento da mesma. Os entraves são muitos... e o silêncio também! Primeiro, dizia a secretária administrativa, teria de me fazer sócio!!!! Sócio? Uma casa regional (as antigas instalações da Casa da Madeira, tinham restaurante onde qualquer visitante podia usufruir de gastronomia regional, convívio e sala para eventos). Aqui no Restelo, parece que funciona mais como residência para deputados da RAM, não tem instalações onde se possa comer um prato regional, nem bar aberto! Afinal para que raio serve esta moradia??? Para o comum cidadão, não serve rigorosamente para nada! Digo com muita tristeza e indignação! Chego à conclusão que afinal o Super Sá do Centro Comercial do Campo Pequeno, tem feito mais pelos madeirenses do que a representação oficial da Madeira. Lamentável tantos entraves... no entanto tenho esperança que a referida situação venha a dar uma volta para bem de todos os madeirenses e não só, de todos os que portugueses ou estrangeiros que queiram descobrir e partilhar um pouco da nossa terra! Veremos...

domingo, 4 de janeiro de 2009

EINE NACHT IN MADEIRA

Capa do single "EINE NACHT IN MADEIRA" (Uma noite na Madeira) do cantor alemão SIGI HOPPE.