terça-feira, 21 de abril de 2009

NOVO PROSPECTO DE MAX RÖMER

Um novo prospecto com uma gravura da autoria do pintor alemão Max Römer, executado a tinta da china, que comprei na Austria. Que se saiba, é o primeiro exemplar conhecido deste artista e autor de imensos trabalhos sobre a Madeira. Sendo eu, um colecionador e entusiasta da sua obra, fico emocionado com a "descoberta"!
O prospecto turistico tem uma breve descrição da Ilha da Madeira, e no verso um mapa com as distâncias entre as suas principais vilas.

domingo, 19 de abril de 2009

A GRANDE LIÇÃO DE SUSAN BOYLE

A maravilhosa voz de Susan Boyle, a sua timidez e simplicidade, deram uma grande bofetada aos juris, público e espectadores. A de que não devemos julgar os outros pela sua aparência!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

FOI BONITA A FESTA, PÁ!

O Primo CORREIA responsável pelo excelente repasto. Um verdadeiro chefe de "cuisine". O mágico sorriso da prima Sara

A Sara em pleno esforço, tenta dar de beber à dor...

TERTÚLIA MADEIRENSE - IV




TERTÚLIA MADEIRENSE - III

A noite terminaria com um fado primorosamente cantado pelo Rui Baptista

EBERHARD AXEL WILHELM


O investigador e estudioso das relações culturais germano-madeirenses, Eberhard Axel Wilhelm grande entusiasta da vida e obra de Max Römer, com mais de 150 artigos publicados sobre obras de autores de lingua alemã acerca da Madeira.

TERTÚLIA MADEIRENSE - II


Em amena "cavaqueira"

TERTÚLIA MADEIRENSE

Das lapas, ficou o sabor do mar da Madeira degustadas num ápice...


E tudo começo com uma entrada de bata-doce de fazer crescer agua na boca...


Amigos, poetas, escritores, historiadores ou simples amantes da gastronomia madeirense, estiveram reunidos num restaurante na zona de Santos, em Lisboa. A festa foi bonita, os pratos divinais. O magnifico convívio, a simpatia do João Correia e da sua escantadora filha Sara, fizeram o resto. Depois foi o prolongar pela noite dentro, falando da Madeira e seus encantos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

PRIMEIRO PROJECTO

Nesse Sábado, decidiram-se por um passeio ao Monte. Almoço na esplanada do velho Café Central, debruçados no Largo, à sombra dos verdes plátanos. Então, alguém teve o bom senso de me oferecer um pequeno martelo (que ainda possuo com muito carinho). Excelente ideia de dar a uma criança tal objecto. Um martelo marca Jaguar - Made in Portugal.
Ora em frente da casa onde morava, existia a antiga Estação Central do Pombal. Desactivada à muitos anos, desde o famoso desastre do Comboio do Monte, estava na época a servir de oficina para automoveis. Algumas vezes, assistia ao constante esforço dos bate-chapas com os martelos, procuravam arranjar a chapa amolgada dos veículos, velhos calhambeques Austin, Ford ou Peugeot. Como não tinha carro, resolvi colocar-me debaixo da minha cama e “arranjá-la” com valentes amolgadelas, imitando os empregados da oficina. Bonito serviço!!! Só a chegada da minha mãe, regressada do trabalho, colocou um ponto final a esta verdadeira obra de carpintaria. Perante ameaças de cipó, escapuli-me então para o quintal em busca de protecção divina, interrogando-me o porquê de tanto alarido? E eu que me tinha empenhado tanto naquele projecto, achava que a minha cama estava linda!...

domingo, 5 de abril de 2009

A ROSA DE TERESA

A ROSA DE TERESA

Teria seis anos, não mais! A Tia Teresa anunciou por telegrama da Radio Marconi, que chegaria em breve para as férias de Verão. Na minha impaciência de criança, lembrei-me então de que teria de lhe dar uma prenda. É certo que dinheiro era coisa que não abundava lá por casa, mas como a minha mãe necessitava de fazer algumas compras na Rua do Sabão, acompanhei-a.

Na Casa Leandro, após comprar vários artigos para o lar, lembrei-lhe que faltava a prenda para Teresa. Perante tanta insistência, o senhor da loja resolveu presentear com alguns botões de rosas em plástico. Então, surgiu no meu pensamento que poderia dar uma rosa à Teresa.

Assim, quando a Tia Teresa chegou ao Aeroporto de Santa Catarina, fomos esperá-la. Lenço na cabeça com bolas pretas e brancas, a servir de protecção ao seu imaculado cabelo, desceu a longa escada metálica, atravessou alguns metros de pista, seguiu as formalidades aeroportuárias e, cai nos seus braços. Depois das habituais saudações, encostei-me à sua saia e entreguei-lhe uma das rosas de cor bordeaux. Agradeceu e quando chegou a casa, colocou-a numa pequena jarra numa das cómodas do quarto. Imóvel, sem nunca murchar, sem nunca descolorir, ficou anos, décadas como sendo a rosa da Tia Teresa.
Décadas depois, assisti ao triste fim. Derrotada por um cancro, que galopante lhe tirou a vida, fiquei sem palavras, sem conseguir reagir ao drama de um longo ano de agonia. Após muitas viagens Funchal-Lisboa-Funchal, quando regressava a casa, olhava a rosa. Alí estava, imperturbável, décadas a fio. Uma mera rosa de plástico, como símbolo de amor entre mim e Teresa, entre o meu tempo de criança e aquela amiga que partiu.
Após várias mudanças de habitação, trocas de caixotes, recortes de jornais, livros velhos, capas do “Século Ilustrado”, lava petrificada do Vesúvio e fósseis esquecidos em caixas de sapatos, redescobri a velha rosa. Jazia inanimada numa dessas caixas de papelão abandonadas em sótãos escuros. A minha rosa, sempre esbelta, a rosa da Casa Leandro, comprada na Rua do Sabão. Quarenta e cinco anos passados, coloquei-a de novo no meu quarto. Miro-a de vez em quando, aquele mesmo olhar, e ela sorri como se Teresa estivesse naquele preciso momento perto de mim!

sábado, 4 de abril de 2009

A BIBLIOTECA

A Biblioteca Calouste Gulbenkian no Funchal, mudou de poiso várias vezes que é como dizer, mudou de instalações. Mas hoje apetece-me relembrar quando estava no Edifício da Câmara Municipal! Entrava-se por uma escadaria lateral alí mesmo virada para a Papelaria Condessa. No final do primeiro andar, abriam-se amplos salões divididos por temas, prateleiras infindáveis cheias de luz que entrava pelo Largo do Colégio. Cada leitor só podia requisitar 6 exemplares, mas a minha prima ignorava o protocolo quando levava "cabazadas" de livros de Júlio Verne, de Enid Blyton e os seus sete companheiros de aventuras. Enchia dois sacos de rede, rumava a casa, para a solidão do meu recatado quarto ou terraço à sombra da velha corriola. Depois sonhava, entrava nas aventuras, viajava pelos 4 pontos cardeais com Verne, qual Adamski à procura de "flying saucers". Das velhas Readers Digest imprimidas no Brasil até aos anos 68, histórias de saveiros e de bahianas reencontrados no amigo Jorge Amado e a sua São Salvador. Mais tarde, entrei no mundo de Alencar, de Veríssimo e Ubaldo. Os livros faziam-nos crescer, de olharmos à nossa volta de um ângulo diferente. E sonhavamos... "o sonho comanda a vida... sonhavamos acordados, o que faz muita falta a estes tempos de crise!

Por vezes, encontrava a carrinha Citroen de folha ondulada no Largo da Igreja em Santo António, "espreitava" a biblioteca itinerante e ficava a olhar o espanto das crianças nos meios rurais, à descoberta das histórias, das ilustrações, dos conselhos da bibliotecária ao opinar livros que cativassem as mentes em constante "Quarto Crescente". As ditas mentes dos meninos, decoravam as historinhas, figuras de Tintin e o seu cão Milou, e brilhavam nas cabecinhas dos meninos em noites de Lua Cheia.