quinta-feira, 30 de julho de 2009

MARIA GASOLINA

MARIA GASOLINA

Prima Vera deliciava-se a contar histórias de Maria Gasolina, sua mãe!
D. Maria vivia com as suas duas filhas no Bairro da Glória, Rio de Janeiro. Vera a irmã mais velha “arranjou namorado”. Quando combinavam dar um passeio de carro, D. Maria preparava-se meticulosamente e colocava-se estrategicamente à janela para ver quando chegava o namorado da filha. Logo que avistava o automóvel, era vê-la descer as escadas e entrar no veículoe sentar-se no banco da frente. Não adiantavam nada as discussões das manas, dizendo que não ficava bem “mamãe acompanhar o namorado” todas as vezes que saíam. D. Maria dizia sempre às suas meninas:
- Moças, vocês têm muitos anos p’ra passear! Eu? Não!...
Aí a vizinhança botou a alcunha de Maria Gasolina.

Prima Vera faleceu faz agora um ano de AVC fulminante, em Portugal. Quando passo pela sua moradia, ouço aquela voz amável contar-me estória do seu Rio de Janeiro e de mamãe Maria Gasolina. Eram nas férias em Agosto que ficávamos depois do jantar à luz das estrelas, em amena cavaqueira, conversas com cheiro de cafés e sabores de goiabada. No firmamento, espreita todas as noites a estrela de Dona Vera!

sábado, 25 de julho de 2009

MONÓLOGOS E DIÁLOGOS NO LICEU

Monólogos e diálogos no liceu

É estranho, muito estranho! Por momentos teletransportei-me aos meus tempos de estudante no ex-liceu de Oeiras, actual Escola Secundária Sebastião e Silva. Passeei pelos velhos corredores cheios de histórias, senti aquela atmosfera estranha ao passar junto à sala dos professores, os fantasmas do passado. Confesso que nunca tive grande dom de palavra. Perco-me facilmente ao discursar ou apresentar qualquer tipo de trabalho que envolvam várias pessoas, em especial desconhecidas. Quando dou conta estou “noutra onda”.

Uma vez, a professora de história pediu-me para dar a aula (calhou a minha vez), subi o estrado e despejei o Paleolítico mas a certa altura já estava a falar de Napoleão e da Revolução Francesa, percorrendo a história à velocidade da luz. Depois, confesso que bloqueei! Senti dificuldade em falar para a plateia, por entre gestos de fazer inveja ao Mestre Marcel Marceau. É estranho, muito estranho! Mas ontem senti de novo essa sensação de estar a ser transportado não só no tempo, mas acima de tudo, na história. Nos meus momentos de pânico em época de exames de Matemática, refugiava-me em monólogos e diálogos entre mim e o meu cérebro como se fossem autónomos, independentes. Assim, resistia enquanto podia às situações de pressão, levando-me a colocar certos tipos de questões ao cérebro, lá no alto da cabeça.
- Pareces estar a precisar de uma mãozinha! Dizia-me o cérebro à minha pessoa, ou melhor falava para a minha boca.
- Bem, não consigo raciocinar com a devida serenidade - respondi-lhe.
- Pois é, necessitas de apagar esse teu stress. Porque não pensas em coisas de que mais gostas? Lembra-te daquela música dos Pink Floyd “Another Brick in the Wall”, verás que quando deres por isso, estará na hora de terminares o teste!
- Mas, isso irá levar-me à ruína intelectual , ou seja a mais uma “nega” a Matemática!… Tu cérebro, bem podias ajudar-me, glorificar-me dando-me um dez, como vês não sou muito exigente 9,5 a 10 e fico orgulhoso de ti.
- Meu caro?! dizia-me o cérebro, a esta altura do campeonato as coisas estão difíceis. Tu próprio tens noção desse ter nervoso miudinho, dessa tua ansiedade, ou falta de diálogo entre mim e a tua boca, entre mim e a tua esferográfica. Olhava para a janela, em busca de protecção divina, onde só a verde Criptoméria de braços estendidos ao vento, me observava, e então pura e simplesmente bloqueava.

Mas confesso ser estranho, muito estranho mesmo! Ontem foi assim de novo! Na hora de falar, observei pela janela a velha Criptoméria. A mesma da minha juventude, a mesmíssima a espreitar, a olhar-me através dos seus longos braços estendidos ao sabor do vento, a brisa daquele instante a bater-me na face, aquela estranha sensação de nervoso miudinho, de dialogar com o meu cérebro, de manifestar monólogos indecifráveis com o meu passado e senti-me levitar ao falar para os presentes, como se o “power point” saltasse do ecran e me tranportasse do Paleolitico para uma qualquer revolução. Não adiantava falar do meu estudo sobre Max Weber, não adiantava falar sobre os motivos Freudianos que levavam aos meus monólogos ou seriam diálogos???, que ligavam ao cérebro e deixavam reviver velhos fantasmas do passado.
Estranho, muito estranho mesmo….

segunda-feira, 13 de julho de 2009

APOLLO 11 - EM TEMPO REAL NA NET

Foto - NASA


Tudo a postos para o regresso à Lua. No próximo dia 20 de Julho comemoram-se os 40 anos da chegada do Homem à Lua e a biblioteca presidencial John Kennedy está a recriar em tempo real a missão Apollo 11 num site especial com vídeos e fotos históricas, clique em:


http://wechoosethemoon.org/

domingo, 12 de julho de 2009

LE SS FRANCE, PAR SARDOU

http://www.youtube.com/watch?v=60-mNldqbc8

Vale a pena ouvir a musica de Michel Sardou dedicada ao navio France. Foto de aguarela da amiga Elzelina Ehlers grande entusiasta do paquete e com um site com pinturas feitas junto ao navio.
http://www.elzelina-ehlers.de/

sábado, 11 de julho de 2009

TO THE MOON - 40 YEARS AFTER

Será já na próxima semana - dia 21 de Julho de 1969 que fará 40 anos da chegada do primeiro homem à Lua. A grande aventura estava feita, mas não terminada. Esta grande conquista do Homem está a passar pelo nosso país, praticamente sem grande "alarido" dos media ou instituições ligadas à ciência. Continuamos distraídos, que é como quem diz "com a cabeça na Lua"

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CORNINHOS???? JAMAIS!...

“CORNINHOS??? JAMAIS!...
(Para ler este pequeno texto, deverá declamá-lo ao estilo ímpar de Mário Viegas)
Once upon a time…
Começam sempre assim as histórias. Era uma vez, um menino chamado Manelinho que desde pequenino se portava mal no seu infantário. No entanto, como tinha baixa estatura conseguia sempre iludir os seus companheiros, que por serem mais altos encobriam os seus disparates. Até que um dia, em pleno infantário foi “apanhado” agachado na carteira a fazer “corninhos”. Choveram cobras e lagartos por parte dos outros meninos, que também não seriam “flor que se cheirasse”. No entanto como eram mais espertos, conseguiam camuflar-se por entre a turma de diabretes. O amigo Mariozinho por exemplo passava o tempo a fazer-lhe figas e a provocá-lo dizendo:
- Manelinho... Manelinho… Corninhos, jamais!… mas o coitadinho do Manelinho ainda não sabia francês e como tal o significado de Jamais!... O seu chefe de turma, já lhe tinha dado uns puxões de orelhas por se ter portado mal na China, mas aguentava-o nas horas difíceis da Autoeuropa e da Qimonda. Assim sendo, para além da repreensão e não podendo aguentar mais as traquinices do Manelinho, resolveu mandá-lo descansar uma temporada. Manelinho já dava sinais de grande stress, e os Xanax, Pentax e Calmax que tomava à noite para descansar das tropelias diárias, não faziam o efeito terapêutico desejado.

- Vai Manelinho, vai relaxar um pouco! Passa umas férias fora deste ritmo pesado da escolinha! Então o seu amigo Joe Berardo, sabendo-o tão deprimido, dirigiu-lhe a palavra:

- Oh pequeno! Vem passar uns dias à minha Quinta do Monte! Desopilas, bebes umas ponchas, até podes brincar com as minhas obras de arte! Vais ver que lá para o fim do Verão, até estarás mais crescidinho, mais homenzinho. Oh pequeno, se for necessário até te arranjo um emprego como curador no meu museu, desde que não faças mais corninhos na escolinha. - Corninhos??? Jamais!…

sábado, 4 de julho de 2009

GOLDEN GATE - A ESQUINA DO MUNDO

O café "GOLDEN GATE" - nos anos 1960. Ferreira de Castro chamou-lhe a Esquina do Mundo"!

HORA DE ALMOÇO

A imagem mostra as marmitas com o almoço para os trabalhadores. Até ao final dos anos 60', era muito comum ver um empregado, geralmente um dos mais novos, que ficava encarregue da sua distribuição.