terça-feira, 26 de janeiro de 2010

POSTAIS EM SOLIDARIEDADE COM O HAITI


5 Sentidos - DIARIO DE NOTICIAS
Obra de Max Römer 'ajuda' Unicef - Haiti
Data: 26-01-2010

"As pessoas falam muito da pintura, mas para mim o trabalho mais importante do Römer é no design", disse Edward Kassab, um dos coleccionadores que contribuiram com obras para a exposição dedicada ao artista, patente até 20 de Fevereiro na Mouraria.Ontem a galeria encheu para ver as dezenas de peças cedidas por Edward Kassab e pelos outros cinco coleccionadores, numa iniciativa da Dima. A empresa, a celebrar vinte anos de actividade, lançou no mercado uma colecção de sete postais solidários, inspirados em postais antigos de Römer, reproduzidos por um artista inglês. A colecção custa cinco euros, que revertem para a Unicef - Haiti. Segundo Edward Kassab, Römer (que introduziu a primeira máquina de produzir postais na Madeira) era versátil. Era um designer, um ilustrador de livros e de outras coisas. Dedicava-se a muitas artes, fruto também da necessidade, e era incansável: "Ele faz escultura, faz aguarela, faz óleo, faz postais, faz ilustrações, ele pinta móveis - eu quando era miúdo tinha um móvel de criança pintado - ela ia a casa das pessoas pintar bichinhos, ele faz frescos, ele pinta igrejas, ele pinta o Palácio. Eu gosto de pensar no Römer como um trabalhador, um sobrevivente", afirmou.
Eduard Kassab tem sido incansável na divulgação da obra de Max Römer. Graças a si, conseguiu-se montar esta exposição na Rua da Mouraria, agora com um motivo ainda mais importante para ser vista, a solidariedade que através de postais se pode transmitir ao adquiri-los.

domingo, 24 de janeiro de 2010

500 Years of History - 500 Anos de História


A visitar no Palácio Nacional da Ajuda até ao dia 28 de Fev. 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ILUSTRAÇÕES DE MAX RÖMER


Max Römer publicou em Hamburgo em 1920 um livro com o titulo "Originelle Witse und Anekdoten aus dem Rellnerleben"com 30 desenhos originais da sua autoria. Aqui ficam um dos desenhos e a capa do livro referido. (Col. CAM)

OBRA DE MAX RÖMER NA MOURARIA

Exposição alusiva aos 20 anos da Dima junta postais e pinturas do artista alemão


A obra de Max Römer, traduzida em alguns exemplares de pinturas e postais, está em destaque durante cerca de um mês na Mouraria Galeria de Arte. A exposição foi compilada para celebrar os 20 anos da empresa de distribuição Dima e deverá reunir a partir do dia 25 de Janeiro cerca de trinta peças pertencentes a colecções particulares.

A empresa madeirense dedica-se à distribuição, entre outras coisas, de mapas, livros e postais alusivos à Madeira. Por considerarem Max Römer um percursor do postal, acharam pertinente trazer até ao público a obra deste artista, acarinhado pelo público madeirense. Ao longo da sua vida, o pintor acarinhou a Região, passando para o papel as paisagens e o quotidiano do povo madeirense. Durante 38 anos, o tempo que residiu no arquipélago, dedicou-se a criar trabalhos publicitários, cartazes turísticos, postais e cartões, que ainda hoje fazem parte de colecções particulares e que estão presentes em edifícios públicos. Em termos de técnica, usava óleo, carvão e guaches, mas foram sobretudo os seus trabalhos em aguarela que mais se destacaram em termos de prestígio. Parte deste património - grande parte está espalhada pelo mundo - foi doada pela família à Região.

A exposição é inaugurada na próxima segunda-feira pelas 18 horas, no espaço situado na Rua da Mouraria nº 38. A mostra fica patente ao público até ao dia 20 de Fevereiro.

Max Römer nasceu em 1878 em Hamburgo, na Alemanha, onde viria a morrer aos 81 anos. No ano passado, pela celebração dos 500 anos da cidade, a Câmara do Funchal reconheceu publicamente a importância do trabalho deste artista com o lançamento do livro 'O Funchal na Obra de Max Römer', coordenado por Rui Camacho.
Paula Henriques - Diário de Noticias do Funchal de 22-01-2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A MENINA QUE QUERIA VOAR!

Era uma vez uma menina que queria voar!
Colocava-se em cima de uma cadeira, abria os braços e dava saltos para o chão.
Então, alguém disse que só os pássaros podiam voar. A menina queria imitar os pássaros, queria ir mais além, conhecer o mundo, sobrevoar um arco-íris, viajar. Mas nada! Não conseguia elevar-se no ar.
Então informaram-na de que para voar não bastava ter asas, precisava também imaginar, sonhar. Tentou, tentou, e certo dia sentiu-se imersa numa nuvem branquinha acompanhada pelos amigos que conhecia nas capas das revistas. De um lado, estava Mary Poppins e do outro Peter Pan. Juntos caminhavam felizes. A menina sentia-se realizada e nem reparava que estava a sonhar. Sem dar conta, voava num longo voo de plena felicidade!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

TRAJE - UM SÉCULO DEPOIS...



Fotos col. CAM
Nos principios do século passado, era muito comum vestir as crianças na altura do Carnaval com trajes regionais. No meu caso, possuo uma colecção modesta de peças, algumas raras cada uma delas com uma história própria.
O vestido de minhota que apresento nas fotos já vem do séc. XIX. Pertenceu a antigos membros de familia, até aos inícios dos anos 20 do sec. XX. Conforme a foto a preto e branco que consta do arquivo do Museu Vicentes, foi passando de geração em geração até chegar às minhas mãos. Sendo eu, desde muito cedo um colecionar de imensos objectos de diversas proveniências, desde lava petrificada do Vesúvio; colheres de muitas proveniências, algumas com um centimetro de tamanho; fotografias e livros antigos da Madeira, conchas e fósseis do Porto Santo e Madeira, etc... Fruto de habitarmos casas de grande dimensões onde existiam espaços destinados aos mais incríveis objectos que se possam imaginar. Um dia, recebi um telefonema para me dirigir ao aeroporto por que me tinha esquecido deste fato de minhota. Só depois, revi em fotografias o referido traje. Procurei uma boneca que tivesse dimensões de uma criança de 3, 4 ou 5 anos (o que foi um autentico martírio) e consegui que a minhota ficasse de novo em exposição em casa. Como nota de rodapé, saliento que este fato já foi inclusivé, objecto de estudo de artesãos do Norte de Portugal, procurando saber se existiram mudanças de cor, padrão ao longo dos tempos. Agora cabe-me zelar pelo mesmo, um século ou mais a juntar à sua longa longevidade como um bem que tem atravessado gerações.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MENINO JESUS NASCE EM JANEIRO

Hospital dos Marmeleiros - Foto CAM
Nada melhor como começar o ano ao nascer em Janeiro. Dizia-se em casa que o Menino Jesus veio duas vezes na Festa. Uma a 25 de Dezembro e a outra no início de Janeiro. Eu sentia-me protegido com tanto mimo, guloseimas e tudo o que uma criança desejasse ter. Por vezes, imaginava a dura tarefa de uma mãe naquele tempo, ter de deslocar-se até ao Hospital dos Marmeleiros, para ter um filho. Se "Maomé não vai à montanha, então a montanha irá ter com Maomé". Mas caminhar as imensas curvas que serpenteava o Caminho do Monte, atingindo uma inclinação acentuada, seria na época muito doloroso para os cidadãos. Contudo, vezes sem conta percorri este labirinto inclinado, nem que fosse para ser analisado pelo Dr. Sotero Gomes, na altura conceituado Otorriono de prestígio, ou mais tarde quase que implorando não ser operado às amigdalas. Mas quando me falavam em ir aos Marmeleiros, todo eu estremecia como que anunciando "tempestade". O Menino Jesus, transformava-se então em diabinho, infernizando tudo o que era bata branca nos longos corredores, cheios de Irmãzinhas com toucas alvas no alto do cocuruto.
Um dia destes, dei comigo parado diante da porta principal do dito hospital! Aproveitei para fazer umas fotos do edifício cor de rosa e, meio acordado meio sonâmbulo, imaginei cenas de gritaria; pavor e alguma crueldade que se infringia às crianças do meu tempo. Muitas acabavam em quase violência e maus tratos infantis, o que hoje levaria certos pais ao cadafalso ou no menor dos casos ao Tribunal de Menores da cidade. Mas ainda sinto um nó na garganta, quando adoeço e fico em situação delicada ao ser examinado pelo Otorrino que me diz que o caminho a seguir é a faca!
Confesso que nesses momentos, passo de Menino Jesus a "pequeno diabinho", ignorando que afinal não nasci em Dezembro mas em Janeiro! Digamos que fora de época...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FLORES ETERNAS



Em qualquer canto, podemos descobrir a beleza e o colorido das flores madeirenses. Fotos CAM