domingo, 16 de maio de 2010

MANHÃS DE DOMINGO E GIGLIOLA NA RADIO


Gigliola Cinquetti

Aos Domingos de manhã, os miudos da minha idade preparavam-se para a secção de Cinema no João Jardim ou no Teatro Municipal. Confesso que não tinha paciência nem vontade para ver os filmes da Disney, na época os exitos da Branca de Neve ou a Música no Coração com a Julie Andrews. Achava aquilo uma grande seca! Via os meus amigos muito felizes saírem do cinema cantarolando ou imitando as cenas da Familia Von Trapp. Não tinha paciência...


Nos anos sessenta, muitas familias escutavam a missa pela rádio. O Posto Emissor do Funchal, pontualmente dava em directo da Igreja Paroquial dos Álamos, a missa do Padre "Canarinho". Em altos berros, com tom ameaçador prometia o Inferno a uns e o Céu aos bonzinhos. As senhoras seguiam as suas palavras comoventes na homilia com uma lágrima discreta no rosto. Mas depois de acabar, o que eu queria mesmo era escutar aquela música do Scott Mckenzie - "If You're Going to San Francisco", os Bee Gees em "Massachusetts", o Pat Boone e "Speedy Gonzalez" ou a minha paixão a menina Gigliola Cinquetti e a sua música "Non Ho L´età". E eu ficava em silêncio na sala procurando descobrir "perché?" Até que um dia fui apanhado na sala de aula, a olhar para a bellissima Gigliola que tinha colado ao meu caderno diário. Então a professora Lourdes, deu-me uma sarabanda à frente dos meus colegas. Com que então, o menino gosta da Gigliola Cinquetti? Devia era prestar atenção à aula!... Mas eu continuava a sonhar "perché???" Porquê????? E trauteava No ho l' età.....................


Non ho l'età,
non ho l'età per amarti,
non ho l'età
per uscire sola con te.

E non avrei,
non avrei nulla da dirti,
perchè tu sai
molte più cose di me

Lascia ch'io viva
un amore romantico,
nell'attesa che venga quel giorno,
ma ora no.

Non ho l'età,
non ho l'età per amarti,
non ho l'età
per uscire sola con te.

Se tu vorrai,
se tu vorrai aspettarmi,
quel giorno avrai
tutto il mio amore per te.

Lascia ch'io viva
un amore romantico,
nell'attesa che venga quel giorno,
ma ora no.

Non ho l'età,
non ho l'età per amarti,
non ho l'età
per uscire sola con te.

Se tu vorrai,
se tu vorrai aspettarmi,
quel giorno avrai
tutto il mio amore per te.
Não tenho a idade,
não tenho a idade para amá-lo,
não tenho a idade
para sair sozinha com você.

E não teria,
não teria nada a dizer-lhe,
porque você sabe
muita mais coisas que eu.

Deixe que eu viva
um amor romântico,
na espera que chegue aquele dia,
mas agora não.

Não tenho a idade,
não tenho a idade para amá-lo,
não tenho a idade
para sair sozinha com você.

Se você quer,
se você quer esperar-me,
naquele dia terá
todo o meu amor pra você.

Deixe que eu viva
um amor romântico,
na espera que chegue aquele dia,
mas agora não.

Não tenho a idade,
não tenho a idade para amá-lo,
não tenho a idade
para sair sozinha com você.

Se você quer,
se você quer esperar-me,
naquele dia terá
todo o meu amor pra você.


http://www.youtube.com/watch?v=Utd9cHBPfRA

sábado, 15 de maio de 2010

A GUERRA NÃO ERA ALI

Um novo trabalho da escritora Yolanda Corsépius surgiu. Desta vez com o título "A GUERRA NÃO ERA ALI", esta cidadã nascida na cidade da Horta -Açores em 1932, transcreve a sua vivência da 2ª. Guerra Mundial em pouco mais de 100 páginas. Contadas na sua visão de menina filha de de um funcionário da DAT - Deutsche Atlantische Telegraphengesellschaft (Companhia de Cabos Submarinos Alemã no Faial) onde aí viveu até aos 23 anos. Relatos de acontecimentos de ataques submarinos, torpedeamentos ou de amizades mantidas entre habitantes dos dois blocos beligerantes, mostram que na pacatez da cidade da Horta, a guerra era muito longe das suas fronteiras. Este livro pode ser pedido para o e-mail: ycorsepius@clix.pt e o seu preço já com os portes e correio são de 6,50€.
"Decorria a terrível 2ª. Guerra Mundial e o mundo destruía-se reciprocamente em ódio e retaliações. Entretanto na pequena cidade da Horta, nos Açores, vivia-se em paz mesmo durante o tempo em que o porto foi ocupado pela Base Naval dos Aliados e havia submarinos alemães em volta das ilhas a afundar ou danificar navios. É desse tempo que uma criança alemã, oficialmente inimiga dos Aliados, e sofrendo a incerteza do destino de familiares no campo de guerra, recorda alguns episódios que presenciou e sobre a amizade que havia entre "inimigos" que nada tinham a ver com quem mandava fazer aquela guerra."

sexta-feira, 14 de maio de 2010

TERTÚLIA - Maio de 2010



Fotos da Tertúlia Madeirense presente no dia 13de Maio. Mais do que uma simples reunião de amigos, ou de um jantar com gastronomia tipica da Madeira, estes encontros permitem tirar impressões ou projectar novas ideias e novos trabalhos. Um espaço aberto a todos os que queiram partilhar experiências e amizades, sempre disponivel!

RESTAURANTE ILHA DA MADEIRA - LISBOA



Imagens do Restaurante ILHA DA MADEIRA, em Lisboa. Ponto de encontro para quem quer descobrir ou "matar saudades" da gastronomia madeirense.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

TERTÚLIA MADEIRENSE

Como vem sendo habitual, a Tertúlia Madeirense reune-se na segunda quinta-feira de cada mês. Assim, hoje à noite será de novo ponto de encontro no Restaurante Ilha da Madeira, sito na Rua do Sol ao Rato (Campo de Ourique), local de convívio, amizade e cultura, para todos os que queiram estar presente.

sábado, 8 de maio de 2010

MARA FELICITA - UMA ARTISTA, MUITAS PAIXÔES


A artista alemã Mara Felicita, expôs na Madeira pela primeira vez à cerca de 20 anos. Paisagens típicas da Madeira, esta senhora que trocou a Alemanha e a Austria pela pacata vida na Assomada. Mas, não são só as suas pinturas que sensibilizam os nossos sentidos. A sua vida artistica como cantora, os seus trabalhos discográficos dedicados à Madeira fazem dela uma comovente paixão.
O novo jornal editado na Madeira em lingua alemã, "INMADEIRA" no seu número de Maio dedica-lhe um artigo do escritor Eberhard Axel Wilhelm, para os leitores descobrirem. Basta clicar em www.inmadeira.de ou ouvir e ver alguns dos seus inúmeros trabalhos no E-TUBE ou na sua página pessoal em Mara-felicita.de

sábado, 1 de maio de 2010

HUT DOG


De palhinhas na cabeça, óculos escuros para proteger-se dos raios UV, cesta na boca a suplicar uma moedinha, este black dog passeia-se nas ruas do Funchal. Resta saber se os lucros diários serão para um Plano Poupança Reforma para o cão ou para o dono!........