quarta-feira, 29 de junho de 2011

KATHE KÖLLWITZ - Esteve na Madeira em 1925



Já uma vez apresentei uns trabalhos desta genial artista. Nascida em 1867 em Königsberg e falecida em 1945 , foi uma importante pintora; gravurista, escultora e desenhadora em que a sua temática principal foi sem dúvida a Grande Guerra e as causas sociais e politicas que daí adviram. Existe um museu com o seu nome e espólio na cidade de Colónia e em Berlim.
Esteve de visita à Madeira em 1925, não conhecendo eu trabalhos publicados sobre a ilha, embora possam e devam existir.

sábado, 4 de junho de 2011

A GIRL WHO DREAM WITH MAX RÖMER

Once upon a time there was a little girl whose name, I think, was Ana. I don’t remember well if this was her name but what does it matter? For this story the only thing that matters – as Hans Christian Andersen would say - is that she was a little girl. In those days, her parents could not afford to buy the furniture for her new room although Ana was anxious to have a bed only for herself. The doll-house where she kept her Barbies and her Teddy-bear had been given to her for Christmas. One day her parents had an idea – why not sell the water-colour which they had inherited from Max Römer? So they decided to sell it as there was no other choice. And that day, when Ana came back from school she was surprised to see her room completely changed as she had dreamed of. That night she also could dream and sleep holding close her dolls and the teddy-bear. She was so happy and she thanked that gentleman with a queer name she could not understand. But from now on she would call that room by the name of Max Römer thanking him for the furniture she had so long desired and received that day.
Nice tribute!
This story is based on real facts.

Das kleine Mädchen, das von Max Römer träumt



Das kleine Mädchen, das von Max Römer träumt



Es war einmal ein kleines Mädchen – ich glaube, es hieß Ana. Ich erinnere mich allerdings nicht so recht an seinen tatsächlichen Namen. Doch was interessiert sein Name? Für diese Geschichte reicht es, dass es ein kleines Mädchen war, wie es Hans Christian Andersen bezeichnen würde. Zu jener Zeit hatten seine Eltern nicht die Möglichkeit, ihm Möbel für sein neues Zimmer zu kaufen. Und wie sehnte sich Ana danach, ihr eigenes Bettchen zu haben und ein Puppenhaus, in dem sie ihre Barbies und den Teddybären aufbewahren könnte, die sie ihr zu Weihnachten geschenkt hatten. Da dachten ihre Eltern eines Tages an eine Alternative. Warum sollten sie nicht das Aquarell von Max Römer verkaufen, das sie geerbt hatten? Und da es weder eine bessere Idee noch Lösung gab, beschlossen sie also, das Bild zu verkaufen. Als Ana an jenem Tage aus der Schule kam, fand sie ihr Traumzimmer völlig umgestaltet vor. In jener Nacht könnte sie schon träumen und, an ihre Puppen und ihr Teddybärchen geschmiegt, schlafen. Sie war so glücklich, dass sie einschlief und jenem Mann mit dem seltsamen Namen dankte, den sie nicht entziffern konnte. Als eine Form des Dankes für die Möbel, die sie an jenem schon so lange herbeigesehnten Tage erhalten hatte, beschloss sie ihr Zimmer von nun an Max Römer zu nennen.
Eine gelungene Ehrung!

 
Diese kleine Geschichte beruht auf Tatsachen.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A EX-FNAT, ACTUAL INATEL E O CINEMA MUDO

Aguarela da artista alemã Mara Felicita. A Calçada de Santa Clara. No lado esquerdo, a varanda com os mastros do edifício da ex-FNAT actual INATEL.

A EX-FNAT, ACTUAL INATEL E O CINEMA





Na década de 60’, ver bons filmes na Madeira passava forçosamente pela sala do Teatro Municipal Baltazar Dias. Mas haviam alternativas graças à antiga instituição FNAT actual INATEL. Situada na Calçada de Santa Clara numa pequena habitação, a criançada e os mais velhos deliciavam-se nas tardes de sábado ou de domingo, a ver filmes do Charlot, Buster Keaton ou Jacques Tati. O filme mudo cativava a miudagem que na pequena sala, se espreguiçava no soalho, por que as cadeiras estavam à muito completamente lotada. Depois, outras “fitas” surgiam no cenário. Por vezes, no Ateneu Comercial do Funchal passavam documentários de temática madeirense. Vi um em especial que marcou profundamente relacionado com a caça à baleia nos mares da Madeira. Mais tarde surgirá o Cine Fórum da Madeira, com filmes de grande qualidade que por motivos comerciais não passavam nos cinemas João Jardim, Cine Parque ou outras pequenas salas da região.


Quando a máquina de projectar começava a girar, o silêncio imperava. Depois eram os risos, as emoções a prevalecer em cada rosto Graças aquela instituição, vi bons filmes, construí sonhos, modelei sentimentos, cresci. Graças a um grupo de entusiastas cinéfilos, que ofereciam sonhos naquelas sessões aos fins de semana, ganhamos o gosto pela sétima arte, e tudo completamente de graça!