sábado, 24 de março de 2012

SISSI E A MADEIRA


Muito se tem escrito sobre a Imperatriz Sissi  e a sua estadia na Madeira. Talvez não se tenha aproveitado "turisticamente", a oportunidade de uma melhor divulgação. Falta-nos sempre qualquer coisa na preparação, documentação e posterior divulgação aos imensos turistas que nos visitam. Falhamos nos detalhes, falhamos por somos os eternos "desenrascas", os eternos desorganizados. Não temos aquele feeling, para explorar no bom sentido, é claro! No entanto sabemos que existe há muitos anos um turismo austriaco que vem à Madeira de propósito, para visitar os seus entes nacionais. A própria TV - ORF fez vários documentários sobre os Habsbusrgos. Falta-nos um roteiro bem documentado, para que seja mais acessível visitar os locais.   

quarta-feira, 21 de março de 2012

DE MÃOS NAS MÃOS - Hands in hands

De mãos nas mãos


Agarramos o mundo na leveza

Do teu olhar. O tempo pára o trânsito,

A rua, a nossa estrada. O rubro da

Tua face, nosso silêncio quebrado

Caminhamos e andamos sem sentido.



De mãos nas mãos

Apertamos a vida que nos une

O bater da tua pulsação, contagia-me. Se os anjos

Soubessem os longos caminhos no Céu,

Se os nossos corações sentisses como brilham de emoção,

Então a tua silhueta sairia na penumbra da noite.

 
Da luz sorririas, darias a tua mão, e eu a minha

Para todo o sempre!

sexta-feira, 16 de março de 2012

UMA TRISTE SEMANA PARA A BÉLGICA


O fatal acidente com um autocarro com crianças belgas na Suiça, foi destaque nesta semana em todo o mundo. A Bélgica de luto parou e parou um minuto em memória das 28 vitimas do acidente. Palavras não encontramos neste momentos tristes!
Remerci les photos de Solange - Flandres

quinta-feira, 15 de março de 2012

O HORIZONTE DE CHARLOTTE

A Princesa Charlotte de Habsburg  no mirante da Quinta Vigia - 1922 - Funchal


O HORIZONTE DE CHARLOTTE




Charlotte olha o horizonte


Segue o destino de algum vapor


Que chega ou parte, e o seu destino


Distante


Trás invisíveis sonhos.


Charlotte, debruça-se


No mirante como se do céu,


A terra olhasse.


- Que pensa? Que diz? Ignoramos!


No cimo da cadeira,


Na Quinta Vigia, só


as suas bonecas conhecem


segredos, naquele dia que ela própria


ditará!









OS FILHOS DO IMPERADOR

São oito os filhos do Imperador Karl von Habsburg e da Imperatriz Zita. O Imperador faleceu no dia 1 de Abril de 1922, na Madeira e encontra-se sepultado na Igreja do Monte. Para os mais novos, vale a pena conhecer um pouco dos motivos do exílio do Imperador Austro-Hungaro e da sua passagem pela Madeira com a sua esposa Zita .

sábado, 10 de março de 2012

O SINALEIRO DE SANTA CRUZ



O SINALEIRO DE SANTA CRUZ


Tenho ouvido dizer que enquanto somos recordados, estamos vivos. Confesso que não sei! Mas é bem capaz de haver algo de verdade no que acabo de escrever. E se assim é…?

Recordo-me de em meados dos anos sessenta do século passado, ao deslocar-me do Funchal para Machico ou para o Aeroporto de Santa Catarina, do trajecto que os passageiros sofriam para cumprir a distância anteriormente reportada. No sentido Funchal-Santa Cruz, começavamos por sair do Campo da Barca, virar a Estrada Conde Carvalhal em longa agonia de curva e contra-curva subindo até São Gonçalo. Depois o veículo ia até ao topo do Pináculo, onde turistas e não turistas, contemplavam o fundo da imensa ravina rumo ao oceano. Contavam-se as últimas histórias, casos de pessoas para quem aquele local inóspito, funcionava como a última fronteira da vida, o derradeiro momento de loucura, desventuras, sonhos ou desilusões (deviam fazer um estudo profundo sobre as causas desta situação). Muitas vezes atribuídas às más condições dos veículos, outras às más condições de condutores alcoolizados, o certo é que o sitio do Pináculo, mandava respeito. Os condutores mais experientes sabiam que quando passavam por ali, mantinham redobrada atenção a quem vinha em sentido contrário em especial durante a noite e situações de chuva ou nevoeiro. De autocarro, parecia que o risco ainda duplicava, devido ao tamanho dos mesmos veículos. Depois, passado essa fase mais melindrosa, o terreno era mais amplo e visível na paisagem, dando origem a curvas mais suaves até à Cancela. Quem viajava de autocarro, tinha de descer até ao Centro do Caniço, contornando cada curva ora à esquerda ora à direita, num imenso sufoco de calor, agarrados às costas do banco da frente para maior equilíbrio de ambos os passageiros. Mas era quando começávamos a descer rumo à Ponte do Porto Novo que o alívio passava. De um lado, a imensidão dos rochedos parecia desabar a qualquer momento, do outro espraiava-se ao nosso olhar, a mudança da paisagem mais agreste e ventosa, bem como os longíquos rochedos de São Lourenço e o fim de linha para o nosso modesto horizonte. Passados a referida ponte, de novo a estrada “encolhia” em pequeninas retas de asfalto até à entrada da Vila de Santa Cruz. Do lado esquerdo, casas térreas mirradas como a própria via, estava na última curva uma figura sui-generis.
 
Uma pequena zorra feita de madeira, um pequeno homem com pouco mais de meio metro, dava ordens com um apito e gesticulava com os braços sinais que todos os condutores compreendiam e respeitavam. Confesso que nunca tive o prazer de falar pessoalmente com o senhor, mas fazia-me confusão um ser sem os membros inferiores que se arrastava na minúscula borda da estrada, passava o dia a transmitir informações aos automobilistas numa das zonas mais problemáticas daquela estrada. Havia condutores que paravam alguns segundos para lhe agradecer, dar uma moeda ou algo que comer ao pobre homem. Outros, elogiavam momentos difíceis vividos e que graças a este “policia sinaleiro” lhe tinha salvo a vida.
 
Mas o que mais me marcava quando o avistava na curva, era o seu ar de felicidade, a imensidão que brotava no seu sorriso, os gestos de agradecimento ou o afecto com que desejava “boa-viagem”, aos que por ali passavam. Nunca soube sequer o seu nome, mas se fosse hoje, pararia o carro para lhe agradecer o contributo ao longo da vida para o bem estar dos imensos automobilistas.
 
Continua bem presente na minha memória, o sinaleiro de Santa Cruz, como se acabasse de contornar a apertada curva e o visse de apito na boca, dando ordens para avançar!

domingo, 4 de março de 2012

GUIDE BIRDS OF MACARONESIA

A primeira edição do livro sobre Aves da Macaronesia, saíu no final do ano de 2011. Com 341 páginas e 150 mapas e desenhos com as principais caraterísticas das aves desta zona geográfica.

sábado, 3 de março de 2012

CEMITÉRIO JUDAICO AO ABANDONO

Cemitério no Funchal em ruínas devido ao desinteresse da comunidade judaica e Embaixada de Israel
 
.O vereador da Câmara do Funchal Costa Neves criticou o "desinteresse" da comunidade judaica e da Embaixada de Israel pelo cemitério dos judeus naquela cidade, que "está votado ao abandono e em ruínas".
O cemitério, "propriedade privada, está situado no topo de uma falésia na rua do Lazareto, que tem vindo a ruir, pelo que algumas campas caíram mesmo no 'calhau' [praia de pedra rolada no fundo da falésia]", disse à Lusa o autarca.
Costa Neves referiu que, devido à situação de degradação, foram feitos contactos com responsáveis judaicos e foi apresentada uma proposta para a trasladação do espólio do cemitério para um espaço num outro no Funchal.
Foi mesmo "disponibilizada uma área de 466 metros quadrados [superior aos 315 atuais] no cemitério de S. Martinho, onde foram plantados árvores, arbustos e uma sebe verde para isolar a área e conferir-lhe alguma dignidade", referiu.
O autarca realça o "valor histórico daquele espólio do Funchal", argumentando que o projeto visava "prestar uma homenagem a pessoas que residiram na Madeira e encontraram no Funchal um porto de acolhimento" e realçando que a câmara "até se mostrou disponível para transferir o atual portão do cemitério, que tem um brasão, para essa nova ala".
Costa Neves diz que vários elementos da comunidade judaica, desde responsáveis da embaixada a um rabino, estiveram na Madeira para tratar do assunto, "constataram o estado de degradação do atual cemitério e visitaram o espaço no de S. Martinho".
"Argumentaram que não gostavam da hipótese de serem visíveis as cruzes do cemitério daquela área, tendo sido proposto colocar uma sebe a toda a volta", e referiram também problemas de índole de tradição religiosa, porque uma trasladação implicaria "um funeral de raiz", apontou o vereador.
"Não houve entendimento. Demos um prazo para a cedência e ocupação da área no cemitério de S. Martinho. Como não nos contactaram e temos fala de espaço, aquela área agora já foi ocupada", sublinhou.
Por isso, Costa Neves diz que o projeto "não avançou devido ao desinteresse da comunidade judaica e da Embaixada de Israel", considerando que "é pena, porque o cemitério dos judeus é um marco histórico que se perde".
Aponta que se verificou uma alteração no corpo diplomático de Israel em Portugal, "mas até agora não contactaram a câmara municipal".
Em janeiro de 2008, o então secretário da embaixada israelita em Portugal, Amir Sagie, garantiu que "dentro de meses arrancaria o processo de trasladação de todo o espólio daquele cemitério", admitindo que os principais problemas da operação se relacionavam com a necessidade de deslocação de um rabi à Madeira para a cerimónia e de encontrar fundos para custear o processo.
No cemitério dos judeus, classificado, desde 1993, como Património Cultural da Região Autónoma da Madeira, foram sepultadas cerca de 30 pessoas e não se realizam funerais há aproximadamente três décadas, dado que a comunidade judaica não tem expressão na Madeira, afirmou Costa Neves.
A porta deste cemitério tem a data 1851 e, segundo os dados históricos disponíveis, o primeiro funeral aconteceu no início da década de 1850, provavelmente, a mãe de José de Abudarham.

Fonte: D. N. de 04-03-2012