sábado, 22 de dezembro de 2012

MARY DI BIANCHI


Quando Francesco estava perto de comemorar o seu octogésimo ano de vida, os desafios de seu envelhecimento eram por demais evidentes. Problemas associados com a locomoção, incapaz de tomar decisões nos negócios de vinhos, tornava-se um pesado fardo e optara-se por solucionar a questão sem ferir muito a suscetibilidade dos filhos e familiares mais chegados. Agora, o terceiro piso da casa na Rua do Pombal era o seu mundo, os seus aposentos, o seu trono. Como nos seus tempos de casado, conservava parte do seu vasto espólio, que então estava espalhado por outras quintas da Madeira. Cómodas cheia de imensos objetos em prata, cama com dossel, alta quanto baste para que se pudesse articular entre o leito e o soalho corrido, de madeira escovada e encerada periodicamente. O seu isolamento acentuava-se a ponto de não conseguir descer as longas escadarias que vinham ter ao grande salão das refeições e, onde uma bifurcação de degraus polidos e corrimões da casa colonial, onde as criadas suavam as estopinhas para mantê-las imaculadas. Os seus filhos preocupados com a situação, optaram então, por arranjar uma vigilante que pudesse minorar o efeito da sua dependência e solidão. Os anos não perdoam, e oitenta não é para qualquer um! Depois de uma vida de labuta, de ainda muito cedo ter enviuvado e gerido todo o seu pequeno império na cidade. Na época, após anúncios num jornal da região, a escolha incidiu em Maria, como a preferida, havendo um consenso de que a jovem senhora esbelta, com reconhecidos méritos fosse a escolhida,, tanto pela sua simpatia, cartas de recomendação e fino trato bem como e, levada cultura que demonstrara ao falar fluentemente diversas línguas. Defeitos eram irrelevantes para a altura! Haveria que optar-se rapidamente por um final que agradasse a Gregos e Troianos, aliviando assim a carga familiar em particular, pois não era fácil mantê-lo sob vigilância as vinte e quatro horas do dia. Após a resolução e da distribuição das tarefas que Maria teria de desempenhar, começaram a surgir no horizonte, nuvens de uma borrasca.

Primeiro foi a questão do seu nome! Exigia ser tratada por Mary, pois o seu anterior patrão, importante negociante britânico assim a obsequiara na sua estada na Cidade do Cabo. Claro que Francesco, embora fosse descendência de linhagem italiana, que vindos de Génova, um dia aportara à Ilha da Madeira. Não queria descer na sua posição, e muito menos dar o braço a torcer contra todos os que lhe fariam frente ou invejassem o seu posto de trabalho.

Após se familiarizar com a restante equipa que vivia na mesma casa, as conversas sobre o Cabo, o Apartheid ou Mandela, eram de todo evitadas! Na altura, aos britânicos, exigia-se lealdade e correção, aprumo e obediência, fatores primordiais para se ser elogiada e considerada uma miss qualquer coisa! Já tinha bastado o caso Gandhi, agora de novo explorado pelo fato de a India se encontrar em conflito com a República Portuguesa, devidos aos nossos antigos territórios, enclaves que nós acabávamos de perder, e mais; eramos corridos, escorraçados e abandonados pelo governo de então. Era demasiada humilhação!

Mas dizia eu, Maria ou se preferirem Mary, tinha nariz empinado, manias de mandona, como se a comparassem ao próprio rochedo de Gibraltar e dura de roer! Claro que não caiu no goto das outras empregadas, meras marias sem títulos nem brazão, fossem eles de nobreza duvidosa ou cartas de recomendações. Dizia-se na época que Mary era irrascível, difícil e presunçosa q.b.! Cagança como se designava este tipo de personalidade, convenhamos que não lhe faltava! Quem quisesse conspirar, também não. Até se descobrir, após ser apanhada a desviar as economias de Francesco, as joias da coroa del signore, que a tinha auxiliado e dado guarida. Ela não passava de uma caçadora de tesouros, e relíquias decadentes que a pudesse em momentos difíceis, se manter a salvo com o seu pé de meia. Quando passava por mim, tinha sempre aquele olhar de repreensão, tentando dar-me lições de ”very british mania”, com ares de nani, o que eu odiava! Tratava o seu amo e senhor, uma espécie de papá e amante, ansiava ainda em tornar-se uma futura Signora Mary di Bianchi. Mas o seu empinado nariz, não iria durar mais do que dois anos, até ao falecimento de Francesco. Sem a sua presença, os Di Bianchi prescindiram da sua colaboração e restou-lhe a porta principal para sair airosamente da situação. Teria de novo, de descobrir novos tesouros, novas oportunidades para demonstrar os seus dotes de pirataria.

Estava eu de viagem do Funchal para Lisboa, a bordo dum paquete, quando a reconheci debruçada na amurada, fazendo passar-se por uma “true lady” conquistadora de corações, de fortunas de velhinhos ou novos ricos que a sustentasse e lhe desse status perante os outros. Mary não passara de um embuste, uma farsa italiana, ignorada pelas ruas da amargura!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A MULHER QUE IDOLATRAVA COUSTEAU

 A MULHER QUE IDOLATRAVA COUSTEAU

Para 2013, será este o titulo do meu novo trabalho baseado em factos reais, de uma mulher apaixonada pela vida no mar e pelo Comandante Jacques Cousteau e do convite feito para visitar a Madeira em 1965.

ARTISTA CARLOS LUZ EM ENTREVISTA AO D.N.

ENTREVISTA DO ARTISTA PLÁSTICO MADEIRENSE CARLOS LUZ AO DIÁRIO DE NORTICIAS DO FUNCHAL EM 11 DE DEZEMBRO DE 2012 - 5 Sentidos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

RAVI SHANKAR




Pandit Ravi Shankar, the revolutionary musician whose virtuosity took him into the firmament and inspired cultures across the globe, has died. He was 92. The man who so influenced the Beatles and George Harrison.


http://youtu.be/N4PM5X0shYc
  http://youtu.be/EV8PuW9pmBE


100000805903586@facebook.com






PARA VIVER UM GRANDE AMOR - VINICIUS DE MORAES

Ôba!
PARA VIVER UM GRANDE AMOR... MEU CARO VINICIUS VOCÊ DEU TANTO, TANTO VERSO, TANTO SONETINHO EM PAPEL ALMAÇO, DEIXOU AQUELE VAZIO NO NOSSO CORAÇÃO. QUANDO VOCÊ PARTIU, FIQUEI DOENTE DE POESIA. E AO MEU PENSAMENTO VEIO AS PALAVRAS, AS QUADRAS DE AMOR, OS LIVROS QUE NA PRATELEIRA REPOUSAM, OS SAMBAS DE RODA, TOM E VINICIUS, CHICO E TOQUINHO. QUE VONTADE DE VOLTAR A TER NOS MEUS, OS TEUS BRAÇOS, MEU DEUS SEM VOCÊ NEM SEI VIVER, O SEU SORRISO, SEM VOCÊ MEU AMOR EU NÃO SOU NINGUÉM...   


http://www.youtube.com/watch?v=fXNG2SVSIUE&feature=share&list=AL94UKMTqg-9CXa3O4P0Egab3xgY26HVnZ

http://www.youtube.com/watch?v=TaLnz0SUxe8&feature=share&list=AL94UKMTqg-9CXa3O4P0Egab3xgY26HVnZ

http://www.youtube.com/watch?v=lsAxxQS-TJ8&feature=share&list=AL94UKMTqg-9CXa3O4P0Egab3xgY26HVnZ

http://www.youtube.com/watch?v=Tl6xT48MyXw&feature=share&list=AL94UKMTqg-9CXa3O4P0Egab3xgY26HVnZ

Eu sei que que vou te amar, por toda a minha vida...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O PAI NATAL E A BRANCA DE NEVE

O PAI NATAL E A BRANCA DE NEVE





Era um dia especial no infantário. No palco, as crianças dançavam canções de Natal. Na imensa poltrona, o Pai Natal controlava os pedidos entre sorrisos, semi- palavras, garatujas nas faces de meninos cheios de pressa em crescer. Elena estava meticulosamente vestida de Branca de Neve. Na sua cabecinha saiam cabelos brilhantes e uma coroa de rosinhas brancas, como as bonecas que espreitando dentro das montras, esperavam que as comprassem e as levassem para os braços de nenas. Elena não desarmava! Era a rainha da festa! De uma das mãos envergava a varinha mágica cintilante com uma estrela na ponta. E ela queria fazer magia naquela noite!


O Pai Natal procurava serenar os ânimos mais alvoroçados da sala. A um canto a educadora, Olga dava instruções. Agora para este lado, dancem para o Pai Natal… Elena, não perdia pitada. Estava obcecada, hipnotizada pela figura de grandes barbas que levantando-a, sentou-a ao colo. Elena de vez em quando, lembrava-se de que precisava ir à casa de banho, mas era impossível perder aquele momento mágico, e ademais queria pedir aquela boneca da loja da vila. Por fim, já não aguentava mais! Ainda pensou que era um pequeno xi-xi sem importância. Só quando ouviu o Pai Natal queixar-se que estava todo molhado, tomou consciência de que tinha alagado tudo em seu redor, perante a risada de miúdos e graúdos, ela usou da sua varinha mágica e iluminou a sala como uma verdadeira princesa.

domingo, 16 de dezembro de 2012

OS SAPATOS NOVOS

OS SAPATOS NOVOS


CONTO DE NATAL

O vento uivava por entre as frestas da porta da cozinha. A noite à muito tinha descido sobre a montanha, sobre os caminhos da aldeia, as casas desoladas e velhas e tristes. Só o fumo que saia das chaminés indicava presença humana. Na rua, nem vivalma. Ninguém se atrevia a calcorrear as pedras de basalto.. Também na pequena casinha, humilde sem comparação, da casa da avó Matilde, acocorada à lareira, via o crepitar das poucas brasas incandescentes que iluminavam as paredes frias, e projetavam como se fossem marionetas ou sombras chinesas num palco. Ali existia gente! Avó e neto, olhar fixo no borralho alaranjado que emergia mansinho no chão. O silêncio era comovente. Ninguém ousava abrir a boca fosse para o que fosse. Matilde e Pedro sentiam a chuva cantar nas telhas, tamborilar na soleira da porta, salpicando compassadamente como fossem notas musicais. As brasas, essas iam desmaiando e transformando em pó cinzento e branco, tão leve como o vento que assobiava lá fora. Por fim, a avó interrompeu o tempo e comentou como se falasse para si mesma:

- Mas que noite longa!

Sabia que em outras casas das redondezas, a noite iria ser aconchegada e quente. Doces e carne de vinha de alhos, presenteariam os que se agrupavam à roda das mesas fartas, que das cozinhas aprontavam a canja para depois da missa do galo.

Pedro brincava com um graveto, tentando juntar bocadinhos de carvão ainda por queimar, fazendo os possíveis por avivar as chamas na lareira. Também ele sabia que aquela noite de consoada, iria ser longa. O sapato com que usava diariamente para ir à escola, equivalia à invernia da noite, ao vento que teimava em passar entre os buracos das madeiras do casebre, ou deixava entrar a chuva pela sola, esburacada pelo uso, a pedir misericordioso conserto do tio Manuel sapateiro da aldeia, e que nas horas vagas, se dedicava à arte de prolongar o calçado.

Pedro ouvira histórias de outros meninos na escola onde andava. Sabia que e o Pai Natal andava de casa em casa naquela noite, numa azáfama sem par. Pela manhã, os amigos exibiam como troféus, roupas finas, brinquedos e guloseimas cobiçadas pela criançada. Só ele ficava mudo, imobilizado, sem conseguir articular palavras ou dar resposta à sacramental e dolorosa pergunta dos amigos:

- Então Pedro? O que é que o Pai Natal te deixou no sapatinho?

Aquela frase feria-o de morte! Viver com a avó era o seu único recurso possível. Sentia que nada podia pedir, nada podia comentar ou sonhar. Não queria vê-la de lágrimas nos olhos.

Decidiu por ir deitar-se! Deu as boas-noites e rumou à sua caminha, ao aconchego do colchão de palha, do quentinho das mantas e cobertores. Pelo menos ali, tinha liberdade para desabafar em sonhos, que pelas noites se acercavam do seu leito. Debaixo das roupas, podia dialogar com o Pai Natal, fazer-lhe promessas, pedir-lhe conselhos próprios de menino que só têm sonhos e bolsos vazios. Podia rezar ao Menino Jesus que via no presépio da capela… adormeceu!

Era dia de Natal!

Acordou com o barulho que da cozinha lhe chegava aos ouvidos. Avó Matilde por certo, madrugara! O cheiro a café, despertara-lhe o apetite e levantou-se! A fogueira já crepitava forte e flamejante. Na mesa, douradas brilhavam num prato, à sua espera e polvilhadas de açucar e canela. Pedro nem dera conta que era manhã de Natal. Beijou a avó, que se queixava de ter dormido mal com o barulho da tempestuosa noite e dizia ter ouvido ruídos na cozinha. Só então associou tudo ao revirar os olhos para o seu sapato velho. Lado a lado estava um par de sapatos novos e brilhantes, bem como um embrulhinho com rebuçados, daqueles iguais aos que o Senhor Martins tinha na venda. Ficou petrificado, sem conseguir dizer palavra para explicar o fenómeno. Avó Matilde, dizia que os calçasse para ver como lhe ficavam. Depois, olhando-a disse:

- Avó! Como é que o Pai Natal sabia que os sapatos me iriam ficar tão bem?

Carlos Alberto Monteiro

Lx-13-12-2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

POLÉMICA COM QUADRO COMPRADO À CHRISTIE'S

..Quadro emprestado a museu britânico foi comprado em leilão pelo governo madeirense


.Um quadro comprado em leilão pelo governo madeirense é reclamado pelo filho do proprietário, alegando que este estava apenas emprestado à instituição que o vendeu, revelou um programa transmitido pela BBC na segunda-feira.
O quadro, datado de 1830 e da autoria do pintor Thomas Buttersworth (1768-1842), mostra o barco Dunira, da companhia das Índias Orientais, a passar ao largo da baía do Funchal.
Foi arrematado num leilão da Christie's a 29 de outubro de 2008, em Londres, por 61.250 libras (76 mil euros), ligeiramente acima da estimativa base mais alta de 60 mil libras.
Porém, Piers Inskip, visconde de Caldecote e membro da câmara dos Lordes britânica, alega que a venda foi ilegal porque o quadro, propriedade do pai, Robert Inskip, foi apenas emprestado ao Museu do Império e da Commonwealth Britânico para integrar uma exposição sobre a herança colonial britânica.
Foi após a morte do pai, em 1999, que a família se apercebeu que o quadro tinha sido cedido temporariamente ao encontrar um documento de prova do empréstimo.
"Eu contactei o museu e perguntei se podia tê-lo de volta, mas infelizmente eles disseram que não, que o quadro tinha sido dado ao museu. Descobrimos posteriormente que tinha sido vendido pela Christie's em nome do museu", contou ao programa Inside Out.
As autoridades madeirenses disseram na reportagem que não sabiam que o quadro tinha pertencido a um museu ou à família Coldecote e a leiloeira Christie's prometeu que o assunto seria discutido entre as partes para encontrar uma solução.
Além do valor de mercado e artístico, a obra tem uma importância simbólica para Piers Inskip, pois o trisavô comandou aquele barco de transporte de mercadorias do século XIX.
O museu abriu em 2002, em Bristol, no sudoeste de Inglaterra, para expor espólio sobre o passado colonialista britânico. Era o primeiro do género e incluía fotografias, esculturas, filmes, mas fechou em 2008.
Segundo a reportagem, 144 objetos estão desaparecidos e alguns terão sido vendidos em circunstâncias controversas. O então diretor, apesar de ter sido questionado pela polícia, não foi processado judicialmente.
O lorde britânico atribui as responsabilidade do problema ao museu britânico, alegando que este "não tinha os processos adequados de verificação do espólio".
Noticia do D. N. de 11-12-2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

BOA NOVA - IVAN LINS

Boa Nova



Vi a chuva da Amazônia, vi todo Jequitinhonha verdejar

São João com boi na Ilha, vi quadrilha com forró no Ceará

Vi pinhão no pinheiro do Paraná

coco verde no coqueiro em Paquetá

vi manga-rosa nas mangueiras do Pará

quando vi você chegar

Vi o Galo em Olinda, vi cabinda, caboclinho e siriá

Vi vovô dançar ciranda, a varanda encher de melro e sabiá

Vi a arara-azul no galho do araçá

jacutinga no topo do jatobá

uirapuru cantando no jequitibá

quando vi você chegar

Rio das Flores florescer

Rio Bonito toda se enfeitar

pra esperar você

Porto Alegre festejar

Porto Velho rejuvenescer

por você chegar

Vi trevo de quatro folhas, vi a rolha do champanhe saltitar

Vi na carta dos ciganos, nos arcanos o tarô me confirmar, confirmar

Vi brotar fruta madura no pomar

no jardim nascer jasmim e manacá

e num xaxim crescer pé de tamba-tajá

quando vi você chegar

Rio das Flores florescer

Rio Bonito toda se enfeitar

pra esperar você

Porto Alegre festejar

Porto Velho rejuvenescer

por você chegar

Vi a chuva da Amazônia, vi todo Jequitinhonha verdejar, verdejar

São João com boi na Ilha, vi quadrilha com forró no Ceará

Vi trevo de quatro folhas, vi a rolha do champanhe saltitar, saltitar

Vi na carta dos ciganos, nos arcanos o tarô me confirmar

http://youtu.be/QvvFGVy4jxY


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O ARQUITETO DE DEUS

Deus lembrou-se hoje de Oscar! Telefonou-lhe e disse:
- Meu caro, no meu Reino tem trabalho para você fazer... Por favor, venha ajudar-me!
Oscar já cansado de tanta injustiça, desmotivado deste mundo cruel, despediu-se e partiu rumo a novos projetos. No fundo, dizia ele, "O que eu quero é riscar, desenhar, projetar, sentir que o valor da vida é um minuto, um relâmpago de fogo. E partiu!....

sábado, 1 de dezembro de 2012

AS FLORES DA MADEIRA NAS LÁGRIMAS DE POSEIDON

Poseidon deus dos mares, enamorou-se da sua bela Hália. Foi ele que numa longa tempestade, se acercou de terra para descansar. Apercebe-se de que o seu amor foi ela própria, vitima da fúria desencadeada pela fúria dos mares. Poseidon chora de arrependimento e promete que em cada uma das suas lágrimas derramadas, se transformarão em flores em memória da sua Hália. Desde então, surgem todos os anos por toda a Ilha, milhares e milhares de flores, como homenagem ao seu destroçado amor. Assim é a Madeira uma ilha de flores simbolo do amor entre o deus do mar e a bela Hália.