terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O POVO E O REI

O POVO E O REI OU O SÍNDROMA DA MARINHA GRANDE

A recente mensagem expressa na RTP sobre o falecimento do "Pantera Negra" por um cidadão deste pais em que expõe a sua opinião sobre Eusébio da Silva Ferreira, afirmando ser um grande futebolista mas com  pouca cultura e amante de whiskie, demonstrou uma falta de charme e de educação por todos evidenciados.
Quanto a mim, esse mero cidadão humilhou milhares de cidadãos nacionais que com a sua 4ª. Classe, a sua honestidade e o seu esforço, deram muito mais ao país do que o vulgo cidadão em causa. O seu diploma da Sorbonne e os seus títulos “honoris causa” não chegam à simplicidade, momentos de glória e devoção que Eusébio deu a este país. A respeito de cultura é tudo muito relativo, pois os seus anos passados em França não conseguiram disfarçar o seu mau francês e o seu horrível sotaque. Dei comigo a pensar o por quê da sua atitude mesquinha e hipócrita num momento em que Portugal e o seu povo prestava tão grande homenagem de despedida ao seu Rei. No caso presente, foi o povo que na sua simplicidade lhe atribuiu o titulo de “King”, por ser o que melhor se adequava à sua grandeza como jogador que tive o prazer de conhecer na minha infância. E Eusébio nunca teve vaidade. Quanto ao senhor já não se pode dizer o mesmo! O seu passado político, os seus irreparáveis erros na época de descolonização, e outros tantos ao longo do tempo que desempenhou cargos políticos, deixaram um rasto indelével que só o tempo e a sua história, irão dar razão.


  • Ou o senhor bebeu água mineral que se encontrava fora de prazo e fez-lhe mal ao cérebro;
  • Ou estaria com febre no momento em que fez o depoimento. Neste caso aconselho a ir para a caminha descansar, pedir à sua Maria que lhe faça uma boa poncha madeirense e, vai ver que amanhã estará mais lúcido;
  • Ou evidencia sinais galopantes de senilidade e, nesse caso perdoo-lhe o seu artigo;
  • Ou sentiu alguma inveja por o mesmo povo que o elegeu e o colocou em tão alto pedestal, tenha manifestado o seu carinho pelo cidadão Eusébio da Silva Ferreira, e  esse gesto o tenha afectado no subconsciente!


Agora consigo entender que o senhor mereceu bem a bofetada dada por um elemento desse tal povo aquando da sua passagem pela Marinha Grande. Pena não ter aprendido a respeitar  o tal “povão” que tanto o incomoda pelas baixas qualificações culturais. Quanto à minha pessoa aproveito para lhe informar que pertenço a essa tal classe de baixa qualificação, e que apesar de não ter títulos “honoris causa” oferecidos por amigos, pode crer que ainda lhe poderia ensinar a falar um pouco de francês com melhor sonoridade do que o seu reles, macarrónico e algarviado vocabulário.