terça-feira, 26 de agosto de 2014

TRANSPORTES CITADINOS


Do meu blogue
insulaefortunatae.blogspot.pt

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

UM GOLDEN POUCO DOURADO


A notícia caíu hoje na imprensa madeirense! O mais famoso café da Madeira fechava por dívidas de quase 50 ME. Não sei se foi graças à banca hávida e intolerante, se má gestão, se desvios para off-shores, se ...
mas a cidade ficou mais pobre, mais vazia de história. A "Esquina do Mundo" merecia melhor!

sábado, 2 de agosto de 2014

AS SELECÇÔES



As Selecções

 Nos primeiros dias de cada mês, procurávamos nas Papelarias a chegada de mais um número das Selecções Reader’s Digest. Uma revista com o formato A5, que se revelava um sucesso de vendas em Portugal. Lá em casa, existiam às centenas, havendo edições dos anos 50 e 60’ do século XX, altura onde a edição em português ainda era feita no Brasil. Só em 1968, passou a haver uma edição impressa em Portugal e outra no Brasil. Mas dizia eu, que as Selecções Reader’s tinham capas sempre muito vistosas, pequenas obras de arte que guardávamos para futuras consultas. Graças a esta pequena revista, descobri pela primeira vez o grande artista americano Norman Rockwell, as paisagens tropicais da Bahía e dos seus saveiros, a belíssima imagem da barca “Guanabara” futura “Sagres”, etc. Dos seus muitos artigos, haviam alguns que sobressaíam e que me despertavam a curiosidade, entre eles estava um que se intitulava de: “Enriqueça seu vocabulário”. Tratava-se de um artigo de Aurélio Buarque de Holanda, profundo conhecedor da Língua Portuguesa e autor de um dicionário. Confesso que me divertia a tentar adivinhar o significado das palavras, muitas delas eu nunca tinha ouvido falar. Depois numa outra página, ia consultar as respostas certas e saber através da pontuação qual a correspondente classificação. Eram pequenos momentos que instruíam os leitores, onde para além de assuntos de economia e política, tinham sempre em destaque um tema condensado de uma obra literária. Eram outros tempos, onde as edições em português não eram fáceis, numa ilha isolada com a sua imprensa regional muito fechada sobre si mesma e com dupla ditadura. Só nos finais de 60’ apareceu a “Vida Mundial” uma lufada de ar fresco escrita pelas mãos dessa grande senhora açoriana Natália Correia.