terça-feira, 3 de novembro de 2015

KLAIRE


Klaire fica estática para aquela geringonça que de uma caixa de madeira, tem o poder de captar para a posteridade a sua posse. Agarra na vasourinha perante o flash ou Blitz que incomoda os seus olhos. Dos vastos louros caracóis sobressai o laçarote. E, ficou na imagem... 
Fotógrafo esse terá sido Adolf Nahme em Bgm Smidtstrasse, 27 na mítica cidade de Bremerhaven  

QUOTIDIANO CITADINO

Nas fotografias da Madeira, há sempre um policia que "fica na chapa". Este, toma nota de algo ou multa alguém. As floristas passam a vida a posar para as inúmeras camaras. As crianças, essas já cumpriram mais um dia escolar. A Rua do Aljube mostra toda a azáfama de um tempo que já passou, mas que não resisto em mostrar estes anos 60', até por que gosto desta foto e me faz recordar a minha infância.  

DEUS E OS DEMÓNIOS

Os politicos da nossa praça agora deram para a blasfémia religiosa. 
Aconteceu este fim de semana no Algarve, com o novo ministro da Administração Interna a declarar publicamente nos "períodos de provação que Deus nos dá" e da "fúria demoníaca" que o desastre causado pela chuva torrencial foi um sinal disso mesmo. 
Na mesma semana, uma ministra declarou que "rezava para que Deus não consentisse que politicos pouco recomendáveis pudessem governar Portugal". Confesso que a sua cara bolachuda, talvez Deus tenha dó das suas blasfémias e lhe recomende alguns "pais-nossos e atos de contrição" mas esta anjinha deveria ser excomungada das lides politicas. Faz-se de tudo para cair em graça aos cidadãos menos esclarecidos, vale de tudo sem respeito nem pelos que os elegeram ou não e muito menos por aqueles que tendo a sua convição religiosa se vêem confrontados com este tipo de idiotice saloia. Valha-nos Santa Bárbara!!!   

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SONHOS CANINOS



Manhã cedo! Na plataforma ferroviária, a azáfama de passageiros era grande. Uns a caminho de mais um dia de trabalho outros já em férias rumo à praia. O dia anunciava-se bem quente e enquanto aguarda o próximo comboio, via chegar crianças e acompanhantes. Dois miúdos com baldes e pás de plástico olhavam um cão estendido entre os bancos corridos, dormitando indolente. Então ele disse para a irmã:
- Olha aquele cão a dormir… Ela ripostou:
- Não está a dormir! Está a sonhar!
Ele observou mais perto o animal e respondeu-lhe:
- Achas que os cães sonham?
Ela respondeu-lhe de imediato:
 - Claro que sonham!