segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O DIA QUE NUNCA DEVIA TER EXISTIDO

Hiroshima 

Ontem, passaram 72 anos após a deflagração da primeira bomba nuclear. Assisti a uma parte das comemorações diretamente da NHK a televisão japonesa. Alguns discursos, pedidos de preces pelas vítimas e longos documentários. Este dia, deveria ser relembrado em todos os países como o dia que nunca deveria ter existido, o dia em que os homens deixaram de ser humanos, o dia que é o mais vergonhoso da sua história. Para além de muitas opiniões, assisti a uma entrevista com o bisneto do presidente Truman, condenando o lançamento da bomba nuclear, japoneses antigos sobreviventes que dialogavam com americanos e vice-versa tanto no Japão como na América. Junto ao Memorial, crianças brincavam, adultos contemplavam as ruínas causadas pela devastação ou circundavam o jardim, onde placas identificavam fases do desastre. No Museu das vítimas do Holocausto, fotos duras e comoventes, mostravam cenas impressionantes. Uma jovem sobressaía numa fotografia. Tinha, no seu pouco tempo de vida que lhe restou, feito dezenas de origamis, símbolos da amizade e da paz entre os povos. Uma lição de vida!
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