quinta-feira, 4 de agosto de 2016

AS CORES DAS HIGHLANDS

AS CORES DAS HIGHLANDS


O programa era da National Geographic. Imagens das Terras Altas da Escócia, nas diversas épocas do ano. Os campos dourados, as montanhas banhadas pelo Sol, a casa rural na charneca onde um agricultor colhia cereais. Confesso que fiquei fascinado pelos tons quentes do fim de estação estival. Veio então à minha memória que aqueles eram precisamente os mesmos dourados dos teus cabelos, ondinhas e ondinhas sem fim, a tua face salpicada de milhentas sardas sardas, pintinhas que eu dizia serem feitas de beijinhos. Recordei então que me falavas tinham vindo em veleiros ao sabor das correntes, em busca de outras terras, quando a nave encalhou numa qualquer praia de areias negras, e por cá ficaram alguns séculos, vivendo com a saudade das Higlands, aroma de whiskies amadurecidos e kilts de cores quentes. Fiquei a imaginar que os dourados dos teus cabelos eram prolongamentos dos mesmos campos que eu via, que a charneca onde o gado pastava e os altos rochedos  banhados pelo astro rei e lá estavam as ondinhas e ondinhas dos campos de rito batidos pelo vento espraiando-se no infinito. E eu recordava-me de ti e do teu sorriso viajando pelos campos da Escócia, embalado em histórias de monstros no Loch Ness.   
IN MEMORIAM MATER

terça-feira, 28 de junho de 2016

O AZUL DOS JACARANDÁS EM LISBOA

Este ano floriram um pouco mais tarde, quase Junho. Depois, foi um deslumbre de cor em algumas ruas de Lisboa a lembrar outras terras e climas mais a Sul do Trópico de Capricórnio.
Foto na zona da Expo
CAM

A FESTA DO JAPÃO EM LISBOA/2016



segunda-feira, 20 de junho de 2016

OVOS AO SOM DOS BEATLES

Abandonou a cidade, a confusão e o stress do dia a dia. Instalou-se numa velha casa de campo com alguns ectares de terreno e decidiu-se por cultivar aquilo que fazia falta. Começou pela pequena horta e no fundo construiu um pequeno galinheiro. Após vários convites para visitar a "pequena propriedade", acedi num fim de semana dar uma espiadela para fazermos um almoço entre colegas. Após fazer uma visita às diversas áreas e de me convencer de que este era o caminho que sempre sonhara, acabou por levar-me ao pequeno galinheiro. Seriam talvez uma dúzia de galinhas cacarejando e espreitando a rede metálica, mas o que me chamou a atenção era uma pequena aparelhagem com gravador de cassetes de onde saía um som facilmente reconhecível. Pareceu-me ouvir uma melodia dos Beatles que vinha dos fundos do dito galinheiro. Então acabou por explicar que andava a fazer uma experiência em que as suas galinhas poedeiras, eram mais felizes e consequentemente poriam mais ovos se ouvissem música. Fiquei atónito, embora soubesse de experiências relacionadas com flores que sentiam atraídas pelos sons. Galinhas? Não sei!... Mas ia complementando as minhas questões sobre as suas galinhas e o sucesso de ao ouvirem músíca poriam muito mais ovos. Lembrei-me então de uma velha canção do referido grupo britânico com o título "Good Morning" do albúm S. Paper que começava com o som estridente de um galo e do alvoroço que poderia causar no dito galinheiro. Só vendo para crer!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A CURVA DA RUA DOS ÁLAMOS



Era sempre assim! Por vezes acompanhava-a com o olhar à distância a sua subida por Santa Clara acompanhada por uma das suas irmãs. Outras vezes, depois do almoço descia com os pais a caminho da baixa da cidade. Ouve alturas em que gostaria de lhe oferecer uma rosa. Mas sei lá se gostaria de rosas ou da minha pessoa. O certo, é que descendo da gasta calçada, ao cruzar a Rua dos Álamos, o meu olhar tentava abranger a casa onde morava, mesmo no início da referida artéria. Ela menina de família com posses, incomodava o meu olhar e a minha posição social. Havia sempre a questão do “status” a que eu tinha de padecer para quem não tinha os mesmos privilégios. Mas isso não constituía obstáculo quando a via despontar na curva da Rua dos Álamos, ou talvez fosse!   

quinta-feira, 9 de junho de 2016

JAPAN IN LISBON - FESTIVAL 2016


Eis o programa enviado pela Embaixada do Japão em Lisboa, convidando os portugueses para a  festa este ano no Parque das Nações e tudo completamente gratis.    

A PRAGA DOS 3 F's na ANTENA 1

Algumas décadas depois, voltou a praga dos 3 F's. Os orgão de informação e no caso da RDP-Antena 1 é um autentico enjoo. Quer se trate do Futebol, Fátima ou Fado, esta estação de rádio, resolveu brindar os seus ouvintes, massacrando-os diariamente com o futebol, relatos, noticiários e reportagens sem fim. Agora com o Euro 2016, é ver o histerismo dos seus locutores aos berros, alvo da chacota internacional e próprio do terceiro mundismo. É o nosso fado com programas de horas como que a "encher chouriços" para preencher tempo de antena. Doping para o povo? Anestesia? Quanto às cerimónias de Fátima, a "religionzice do costume", promessas do paraíso tudo com o dinheiro dos cidadãos, pois que gastar o que é dos outros, é facil...